Posted by admin On maio - 5 - 2015

Por Gabriela Ramos, Mariana Viana e Rodrigo Almeida.

O mediador de um programa de entrevista é aquele responsável por estabelecer e organizar algum tipo de comunicação entre as partes envolvidas na conversação, sem deixar claro seu posicionamento para que não exista conflito entre as mesmas ou dificulte o telespectador de entender a entrevista e tirar suas próprias conclusões. No entanto, dependendo do formato do programa, como nos mais editorializados, o mediador ou apresentador pode, sim, emitir sua opinião pessoal, mesmo este não sendo o tipo de mediação mais comum presente em programas de entrevista.

Basicamente, o mediador possui a função de dar um bom rumo à entrevista, controlando o tempo de fala das partes envolvidas e, também, tendo jogo de cintura para contornar possíveis situações imprevistas que distanciem a entrevista de seu propósito inicial, que é esclarecer determinado assunto para os que a assistem. Espera-se que ele seja preparado e possua grande conhecimento sobre os conteúdos inclusos nas falas dos entrevistadores e dos entrevistados, para que seja propiciada maior credibilidade ao programa.

Partindo desta percepção, observamos o comportamento de Augusto Nunes, mediador e apresentador titular do programa Roda Viva, exibido pela TV Cultura. Atualmente, Nunes é colunista da revista Veja, onde também já trabalhou como editor chefe. Vencedor de quatro prêmios Esso de jornalismo, ele é conhecido pelo seu posicionamento reacionário e por suas críticas severas ao governo petista, acusando-o de prática de corrupção e outras condutas inapropriadas.

Augusto Nunes, mediador do programa Roda Viva, já é identificado por seu posicionamento reacionário.

“O papel do apresentador é conduzir a conversa, garantindo espaço para todos os convidados. O importante é que no Roda Viva não existem perguntas proibidas”, resume Augusto Nunes na página do programa na internet. Apesar do aparente caráter democrático do programa, o mediador do Roda Viva se mostrou pouco participativo na entrevista com o economista francês Thomas Piketty.

Em alguns momentos ele poderia ter se mostrado mais enérgico e otimizar o tempo de pergunta de alguns entrevistadores convidados. Em outras edições do programa, Augusto Nunes foi mais ativo na condução do debate quando exigia mais objetividade de seus convidados, afinal, o intuito do programa é que se explore o máximo da figura que está no centro da roda-viva e não dos convidados ao redor, que estão ali apenas para encorpar o time de entrevistadores.

 

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