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Cobertura esportiva é tema da mesa de encerramento da 2ª Secom

Texto: Lucas Lima e Luiza Barufi

Áudio: Allan Almeida e  Mateus Böhme

Fotos: Lincon Zarbietti

Para encerrar a 2ª Secom, uma mesa literalmente redonda foi montada para receber os jornalistas Bruno Favoretto, do jornal esportivo Placar, e Mario Marra, da Rádio Globo/CBN. A conversa foi sobre a cobertura da Copa do Mundo de Futebol de 2010.

Favoretto iniciou o “bate-bola”, comentando o crescimento do investimento nas coberturas das copas. Marra falou das diferenças entre as coberturas das três últimas copas.

Bruno Favoretto contou sobre as dificuldades de se fazer uma entrevista exclusiva. “As assessorias de imprensa estão complicadas, prejudicando as exclusivas. Nós temos que nos contentar com as coletivas”, comentou.

Sobre a utilização de novas mídias, Bruno lembra que no ano de 2002 não havia a convergência de mídia da forma com que ela é proposta agora e aponta como foi positivo o uso de novas mídias. “Eu imagino que em 2014 a mídia estará bem mais avançada”, prevê. Marra concorda. “O Twitter, na copa, foi um grande craque, foi um show e ajudou demais nossa cobertura”, avalia.

Confira o que Bruno Favoretto fala sobre a convergência de mídias e a cobertura esportiva.

Mário Marra avalia a importância da apuração correta independente do meio em que se publica.

Na rodada de perguntas, a dupla foi questionada sobre outras formas de narrativas no jornalismo, tema da mesa da noite anterior. Marra afirmou ser possível fazer uma cobertura esportiva diferente. “O segredo é ser inconformado, não se conforme”, sugere. Para Bruno, o jornalista deve ousar e “tentar dar um olhar diferente para gerar papo de buteco, que é o que a gente quer, e não esse jornalismo maçante e mecânico”.

Finalizando a última noite da Secom, os palestrantes compartilharam com os futuros jornalistas algumas dicas para o exercício da profissão. “Faça algo diferente, especialize-se em algo novo, um blog é uma boa ferramenta institucional”, aconselhou Mário Marra. Arriscar e persistir são os lemas de Bruno Favoretto. “Temos que ser chatos, o não a gente já tem”, concluiu.

Para o aluno do segundo período de jornalismo Rodrigo Toledo, a palestra superou suas expectativas. “Os dois tinham muita coisa interessante para falar. Fecharam com chave de ouro o último dia da semana de comunicação”, afirmou.

Apresentação cultural traz música como disseminadora de aprendizado

Texto: Yasmini Gomes

Foto: Lincon Zarbietti

Independentemente do sexo ou idade, todos, em algum momento, já estiveram ligados a música. Esse estilo ou forma de se expressar é um importante disseminador de ideias, que favorece a expansão do aprendizado e da cultura. Da viola ao violoncelo, da flauta ao saxofone, do tambor à zabumba, seja qual for o instrumento, sua capacidade de unir culturas e difundir novos aprendizados é imensa. Em grande estilo, a última noite da segunda Secom UFOP contou com a presença do grupo de alunos de percussão do Conservatório de Música Mestre Vicente.

Composto por 13 crianças, entre 7 e 15 anos, o grupo tem como regente o mestre Magrão, que ensaia com eles há três meses. Foram apresentadas no repertório três músicas. “Essa é a cultura que a gente tenta espalhar por Mariana, e essa ideia da UFOP deixando a gente se apresentar ajuda bastante. A gente faz isso para que a música permaneça, para que as crianças tenham o que aprender e passem para outras pessoas”, afirmou ele ao final da apresentação.

Economia brasileira foi pauta em oficina

Texto: Marcela Servano

Áudio: Bárbara Andrade e Eloíza Leal

Fotos: Lincon Zarbietti

Dentre os eventos desta sexta-feira, a mini-palestra Conjuntura Econômica abordou a economia brasileira, traçando um panorama desde o presidente Collor até o governo atual. Foi ministrada pelo professor do curso de economia da Ufop Evandro Camargo Teixeira.

No primeiro momento, Evandro esboçou um breve histórico econômico e político nacional. Começando com a instabilidade política do Governo Collor, que levou ao impeachment, passando pela implemantação do Plano Real, pelo então Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso até o cenário atual, para esse ele citou a criação do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) pelo Governo Lula.

Os estudantes presentes puderam compreender por meio desse recorte histórico o contexto econômico e político presente. Atualmente, segundo o professor, a conjuntura econômica do Brasil é favorável, a dívida externa está controlada, e o país tem um crescimento considerável. Sendo assim, quem for eleito o novo presidente terá uma condição diferente dos governos anteriores.

Confira agora os aúdios com a entrevista de Evandro Camargo, que abordam alguns aspectos da economia brasileira, e o seu comentário sobre o plano econômico dos candidatos à presidência da República.

Linhas de pesquisa de docentes são o destaque na última manhã da Secom

Texto: Fádia Calandrini

Fotos: Allan Almeida

O terceiro e último dia de atividades da II Semana de Comunicação começou com a apresentação das linhas de pesquisa dos professores aos alunos do curso de Jornalismo. Treze professores falaram sobre seus caminhos na academia, das 9h às 12h, em um clima de descontração e proximidade entre professores e alunos.

Quinze minutos era o tempo limite para cada professor expor seus estudos já realizados e os que estão em andamento. A professora Adriana Bravin deu início à rodada de apresentações, que seguiu ordem alfabética, e mostrou aos presentes sua metodologia de análise do jornal O Espeto, característico por suas notícias inclassificáveis e o reforço da presença de mitos em Mariana.

Em seguida, a professora Giullie Vieira enfatizou a necessidade de perguntas para que uma pesquisa seja feita. Seguindo a linha de Teoria Social e Práticas Sócio – Políticas, coloca em questão também a união das Ciências Sociais com o Jornalismo. Hila Rodrigues mostrou na sequência um panorama de seus estudos de recepção. Exemplifica com sua experiência em uma escola, o que contribuiu para seguir a temática Formação e Construção de Identidade do Sujeito Jovem.

Sobre as novas tecnologias, a professora Joana Ziller mostrou seu caminho de pesquisa a respeito da qualidade da informação midiática neste cenário e como que a informação nos espaços digitais se configuram. Logo depois, começa a discussão sobre Comunicação Organizacional explorada pelo professor José Benedito Donadon-Leal.

As peculiaridades no sistema informativo da cidade de Mariana foi apresentada por Juçara Brittes, que se enfatiza na cultura e religião local. Dois subprojetos nesta mesma linha também foram apresentados pelas alunas o 5º período Mayara Gouvea e Lorena Caminhas. Marta Maia colocou em foco a relação entre o objeto de pesquisa e o sujeito, também com um aluno do 5º período, Tales Vilela.

A fidelidade do ouvinte de rádio e o webjornalismo foram discutidos pela professora Nair Prata, e logo após, discussões a respeito de tecnologia e mídias digitais foram retomadas pelo professor Ricardo Orlando, que orienta também três alunos do 5º período: Lucas Vasconcellos, Tábata Romero e Beatriz Noronha.

As relações sobre signo sonoro foram expostas pelo professor Ricardo Lima, e valores sociais relacionados à linguagem foram abordados por Ubiratan Garcia Vieira. Representando os professores Adriano Medeiros e Margareth Diniz, os alunos o 5º período Luana Vianna e Rodolfo Gregório apresentaram suas linhas de pesquisa. Luana conta sobre suas experiência com Adriano, que estuda a identidade sócio-cultural de ouro-preto através das fotografias do comércio. Em seguida, Rodolfo apresenta os estudos de gênero através da psicologia e psicanálise.

Encerrando todas as apresentações, a professora Nair Prata sorteou dois livros sobre o rádio aos alunos, que ficaram empolgados com o prêmio. Marta Maia encerrou com o discurso da importância desta atividade para a comunidade acadêmica, pois o tripé Graduação – Pesquisa – Extensão precisa a cada dia ser fortalecido a favor da educação.

Professores sugerem a busca de uma outra narrativa para o jornalismo

Texto: Eloíza Leal, Lucas Lima e Yasmini Gomes

Áudios: Fádia Calandrini e Rayanne Resende

Fotos: Lincon Zarbietti

“Outra Narrativa é possível” foi o tema da mesa desta quinta-feira, 21 de outubro, da Secom, que contou com a presença dos professores Vera França, da Universidade Federal de Minas Gerais, e de Fernando Resende, da Universidade Federal Fluminense. A partir do tema, eles enfatizaram a idéia de que o jornalismo deve ser entendido como uma narrativa, apesar de que nem todos os seus gêneros, como a fotografia, se pautem nesse princípio.

Vera França enfatizou três fases distintas da narrativa no jornalismo. No primeiro plano ela é vista da perspectiva do narrador; cabe a ele criar situações de conflito e unir os laços que vão construir a história dos sujeitos. Em uma segunda etapa, ela é marcada pelo compartilhamento da informação. Por fim, a narrativa é marcada pela tentativa de ter uma linguagem objetiva.

A professora comenta que em todos esses momentos tentar separar a narrativa do narrador é uma grande ilusão do jornalismo. “Narrar é dar sentido as coisas do mundo, estabelecer um andamento. Atrás da narrativa, com maior ou menor evidência, está o narrador”, afirma.

A respeito do enquadramento dos fatos, a professora disse que “narrar um acontecimento é estabelecer sentidos, juntar elementos e tecer uma história”. Ouça um pouco mais sobre isso:

Fernando Resende complementou afirmando que o jornalista deve dar vida aos acontecimentos, aos objetos dos quais falamos e aos sujeitos que nos referimos. Ressaltou ainda que a narração é sempre uma tentativa de se comunicar com o outro, assim o narrar jornalístico está ancorado em fatores sociais e históricos. Produzimos sentidos para que os outros nos entendam.

É nesse contexto que o jornalismo deve ser entendido como cultura. “O jornalista em um tempo tem um papel, em outro tempo possui outro, isso é cultura. Essa dinâmica que está em questão todo o tempo é o jogo cultural”.

Ao questionar se uma outra narrativa para o jornalismo é possível, Fernando Resende citou o filosofo Roland Barthes, “inúmeras são as narrativas do mundo”. O palestrante explicou que para experimentar outros modos na narração, o jornalismo precisa dialogar com a literatura, documentário, quadrinhos e novas mídias. Para ele, esses formatos diferenciados “dão parâmetros para as técnicas narrativas, fazem um cruzamento produtivo entre ficção e realidade e oferecem um deslocamento de formas, um reposicionamento de sujeitos”.

O professor fala mais sobre a diversidade de narrativas no jornalismo:

Fernando Resende exibe documentário realizado no México

Na discussão sobre as outras narrativas possíveis para o jornalismo, Fernando Resende apresentou o documentário “Las cartas de la Plaza de Santo Domingo”, realizado a quatro mãos com a jornalista Tatiana Carvalho. O curta mostra o cotidiano de pessoas que escrevem cartas para pessoas na praça da cidade do México, ocupação tradicional existente desde o século XIX.

O curta foi produzido em um período de cem horas durante a quarta edição do Festival Internacional de Documentário do Distrito Federal mexicano, realizado em 2009. O documentário foi o único vídeo brasileiro premiado no evento, recebendo uma menção especial do júri, pela sensibilidade e delicadeza ao tratar do tema.

Confira o documentário “Las cartas de la Plaza de Santo Domingo”:

Intervenção Cultural traz ritmos brasileiros à Secom

Texto: Luiza Barufi

Fotos: Lincon Zarbietti

A mistura de ritmos como congo, maracatu, música popular brasileira e folclore marcou a abertura segunda noite da Semana de Comunicação da UFOP. Os alunos da oficina de canto coral do Conservatório de Música Mestre Vicente, de Mariana, fizeram sua primeira apresentação sob regência do maestro Adeuzi Batista Filho.

“Dialeto do Congo”, “Maracatu”, “Amor de índio” fizeram parte do repertório apresentado na noite. A Intervenção Cultural contou ainda com a apresentação da música  “Boi-Bumbá” que começaram a ensaiar na última semana.

O maestro Adeuzi disse que gosta de  inovar nas apresentações. “Alguns dizem que sou maluco, mas quem mexe com música é maluco mesmo” confessa.

Busca por incentivos marcam a produção cultural

Texto: Eugene Francklin e Maria Aparecida Pinto

Fotos: Lincon Zarbietti

A captação de recursos para a produção de projetos culturais depende da interação entre diversos setores sociais. Tais como o primeiro setor constituído pelo Estado, o segundo representado pelas empresas privadas e o terceiro, pelas organizações não governamentais. A partir disso, Aloísio Finazzi Porto, professor do Departamento de Turismo da Universidade Federal de Ouro Preto, ministrou a palestra “Captação de recursos e produção de projetos” realizada na tarde desta quinta feira(21).

O professor relatou que os produtos culturais devem buscar recursos nos setores sociais levando em consideração o foco abordado na sua produção. Um exemplo deste processo pode ser verificado dentro das propostas das revistas Gol e 29 Horas que se especializaram para atender a um público em rotas constantes de viagem para de São Paulo, especificamente no aeroporto de Congonhas. As publicações trabalham com a agenda cultural da cidade de São Paulo buscando recursos no segundo setor.

Outra forma de captação de recursos, segundo o palestrante provém do primeiro setor. São as Leis Federais, Estaduais e Municipais de Incentivo à Cultura. Essas leis se baseiam no subsídio governamental que proporciona o benefício fiscal para as empresas que aderem à iniciativa. Uma dessas leis mais conhecida é a Lei do Audiovisual, que incentiva a produção independente de obras audiovisuais.

Uma das atitudes recomendadas por Aloísio Finassi para quem busca obter captação de recursos é planejar, preparar-se para qualquer empreendimento seguindo roteiros e métodos pré determinados e objetivos. Planejar é sempre o primeiro passo.

Emoção e descontração marcam segunda oficina de expressão vocal

Texto: Stephanie T.M.Rodrigues

Fotos:  Allan Almeida

A Oficina de Expressão Vocal realizada pelo professor Ricardo Lima, nesta quarta-feira, reuniu 22 alunos. Com exercícios vocais de aquecimento, prática e reconhecimento da voz, os participantes puderam compreender sua potência vocal. Por duas horas, técnica e sensibilidade mesclaram-se. A soma de exercícios vocais, que necessita de uma metodologia tecnicista de aquecimento e preparação da voz, ao toque de jogos cênicos deu um tom especial a essa oficina.

O ponto alto foi a descontração. A atividade que envolvia diálogos utilizava uma única frase como “Eu sou feliz”ou “ Vem correndo”, mas carregadas emoções distintas. O exercício proporcionou aos alunos uma reflexão prática de como a forma de comunicar imprime significados diferentes, mesmo utilizando a mesma frase. Outra dinâmica proposta foi a de fazer o corpo falar uma única palavra, porém sem mímica. Dessa forma, os alunos foram desafiados a utilizar uma comunicação completamente nova. O objetivo era refletir sobre o tema: precisamos necessariamente de voz para comunicar?

Ao final,  foi feita uma sessão de relaxamento e o convite a pensar num lugar onde os alunos realmente gostariam de estar de forma profunda e particular. Houve silêncio, porém, surpreendentemente interrompido com o canto de Ricardo Lima. A emoção invadiu a sala. “É um trabalho muito intenso”, conta o professor.

Oficina traz aprendizado sobre editoração de imagens

Texto: Stephanie T.M.Rodrigues

Fotos: Allan Almeida

A Oficina de Photoshop do professor Ricardo Orlando foi realizada pela segunda vez a pedido dos alunos. O motivo da grande procura é a importância desse software para os profissionais de comunicação e mídia. Segundo Ricardo, a Adobe é a grande empresa em editoração gráfica e mesmo ele tendo interesse em trabalhar com softwares livres é necessário conhecer o pacote da Adobe Premier, pois são esses os softwares mais cotados no mercado.

O laboratório utilizado para as aulas de Photoshop é o dos computadores Mac , da Apple, pois são as melhores ferramentas para editoração gráfica. Os alunos ficaram maravilhados com as máquinas e com as possibilidades do editor de imagens mais famoso do mundo de colorir, editar e criar até em 3D. No curso, os alunos aprenderem a importância de identificar a qualidade da imagem e relacionar o tipo de impressão, viabilidades, formatos de arquivos, ferramentas , padrões de impresso e web.

Há muitos cursos de Photoshop de nível técnico na região, porém a maioria é cara e tem sua carga horária dedicada a ensinar somente ferramentas.

Improvisação e jogos teatrais movimentam manhã da Secom

Texto: Alyson Soares de Oliveira

Fotos: Allan Almeida

Dando início ao segundo dia de eventos da 2ª Secom, a oficina de jogos teatrais foi oferecida por Álvaro Romão, aluno de artes cênicas da Ufop. A oficina começou às 10h contando com a presença de nove alunos de vários períodos do curso de Jornalismo.

A princípio, o oficineiro aplicou algumas dinâmicas para conhecer melhor os participantes. Depois iniciou um trabalho com a relação entre o corpo e o espaço, fazendo com que as pessoas trabalhassem suas sensações.

A oficina trabalhou, por meio de dinâmicas e interações, alguns requisitos necessários à profissão, como falar bem em público, defender pontos de vista muitas vezes contrários aos próprios.

Discussões atuais tais como a legalização do aborto e a obrigatoriedade ou não do diploma de jornalismo foram temas de improvisação de programas de rádio e TV. O objetivo era gerar uma percepção da diferença do uso da voz e do corpo no rádio e na TV.

Documentário provoca debate sobre mundanças sociais

Texto: Flávio Ulhôa

Fotos: Allan Almeida

Vídeo: Dalila Carneiro

A professora Margareth Diniz coordenou nesta quinta-feira, dia 21 de outubro, a mini-palestra “Cinema e Gêneros”. Foi exibido o trecho “Mulheres” do documentário Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos”, de 1998, dirigido por Marcelo Masagão. O trecho mostra as conquistas e os dramas femininos nas décadas de 20 e 60.

Margareth utilizou da metodologia de conversação, em que os participantes se organizaram em círculo para um debate que tinha como objetivo comparar a questão dos gêneros, que envolve machismo, heteronormatividade, sexualidade e o papel feminino no final do século XX e início do século XXI.

A palestrante declarou que ficou satisfeita com o interesse e com a participação dos alunos, e que limitou o número de vagas exatamente para facilitar o bate-papo. A aluna Débora Cabral também ficou contente com o resultado e elogiou a sintonia entre o filme e o debate.

Confira abaixo a entrevista com a professora Margareth Diniz

Jornalistas debatem postura da imprensa nas eleições

Texto: Eduardo Guimarães e Rayanne Resende
Fotos: Lincon Zarbietti
Áudio: Fádia Calandrini e Yasmini Gomes
Vídeo: Eduardo Guimarães e Leandro Sena

A cobertura das eleições de 2010 foi o tema da mesa redonda desta quarta-feira, 20 de outubro, na 2ª Secom da Ufop. Os jornalistas Ivana Moreira, editora-chefe da Rádio BandNews FM Belo Horizonte, e Paulo José Cunha, apresentador da TV Câmara, participaram da discussão com professores e alunos do curso.

Os profissionais apresentaram elementos que demonstram porque esta talvez seja uma das eleições mais acirradas de todos os tempos no país. As trocas de acusações entre os candidatos e a parcialidade evidente de certos veículos de comunicação foram alguns dos pontos levantados pelos palestrantes.

Ivana Moreira abordou as dificuldades do execício diário da profissão durante a cobertura eleitoral. A jornalista falou ainda sobre a postura dos veículos de comunicação e do uso das novas tecnologias na campanha à presidência, como você pode conferir no áudio abaixo.

Paulo José Cunha acredita que os jornalistas se acomodaram a um modo de fazer coberturas eleitorais. Para ele, a mídia aprofunda pouco nas propostas dos candidatos e esses preferem polarizar as discussões. Ouça a opinião do jornalista.

Ao final, os jornalistas responderam à questões do público: