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3ª Secom encerra com chave de ouro suas atividades

O último dia da Secom – Semana de Estudos em Comunicação Social, foi o mais movimentado. Mini-palestras foram realizadas durante toda a sexta-feira, 28, seguidas pelo grande fechamento do evento, a Boate da Secom, que reuniu estudantes no anexo do ICHS, Instituto de Ciências Humanas e Sociais, na cidade de Mariana.

Neste mesmo local, o jornalista da Rede Globo, Odilon Amaral, já havia realizado às 17 horas uma palestra sobre jornalismo esportivo, onde obteve muitos aplausos e uma enorme satisfação do público presente.

Através de vídeos, Odilon Amaral mostrou alguns métodos de sucesso utilizados no jornalismo esportivo atual. Ao final da palestra, realizou com os alunos de jornalismo um “bate papo”, para que pudessem expressar opiniões e suas dúvidas sobre a profissão. “Foi legal, deu para abordar bastantes temas do esporte, e o bate-papo serviu bem para sanar as dúvidas de todo mundo”, disse João Victor Câmara, que cursa jornalismo pela UFOP, Universidade Federal de Ouro Preto.

Texto: Pedro de Carvalho

Secom e o lado de lá: quem faz acontecer

As chamadas grandes reportagens abordam características da narrativa literária, da história e do texto jornalístico. Foi pensando nesta maneira de fazer jornalismo, que o tema da 3° Semana de Estudos em Comunicação Social (Secom) foi escolhido. Pela primeira vez, o evento é totalmente organizado por alunos do curso.

A Secom, que para muitos tem início no dia 26, começou a ser pensada em junho ultimo. Paralelamente a isto, foi aberta uma seleção para aqueles que queriam participar da comissão organizadora. A comissão, composta por 16 pessoas, dez membros do Centro Acadêmico de Comunicação (CACOM) e seis alunos selecionados, logo começou os preparativos da semana, auxiliados por  professores de Jornalismo.
Com um orçamento de 6000 reais, distribuídos pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), através de bolsas destinadas aos alunos de jornalismo, e com o patrocínio de hotéis e restaurantes de Mariana, o grupo organizou 21 mini-palestras, uma palestra e três mesas redondas, para três dias de evento.

Os gastos concentraram-se na hospedagem, alimentação e transporte dos 16 convidados, que não cobraram cachês. Apesar disso, os membros da comissão organizadora afirmam que, como a Secom tomou maiores proporções do que o esperado, as maiores dificuldades são de ordem financeira. “Lidar com o orçamento apertado é muito difícil. É uma comissão muito pequena para um evento desse porte”, afirma Janini Sanches, estudante do 6° período e vice-presidente do CACOM.

Além de coordenar as oficinas durante toda a semana, a comissão se dividiu para  receber e acompanhar convidados, organizar palestras e resolver eventuais problemas. A organização é voluntária e, segundo Jorge Lelis, estudante do 5° período e presidente do CACOM, o que eles esperam, além de uma boa semana, é o reconhecimento e a valorização do trabalho realizado.

Por Nara Bretas e Jéssica Romero

Organizadores têm grande expectativa para Festa de Encerramento da Secom

A terceira semana de comunicação será encerrada hoje com a Boate da Secom. Com início marcado para as 23 horas, no Anexo do ICHS, a festa não será exclusiva para estudantes da UFOP. A entrada antecipada custa R$3,00 para estudantes do curso de Jornalismo e R$5,00 para os demais interessados.

O aluno Gustavo Kirchner, um dos organizadores do evento,  afirma que as bebidas terão preços acessíveis. Quem promete garantir a animação da festa são os DJs Max Miller e Wesley, que irão do House ao Funk sem perder o ritmo. A estrutura do lugar é apropriada para eventos e conta com banheiros femininos e masculinos separados, palco, área ampla e arejada. O evento contará seguranças para garantir um ambiente seguro e tranquilo para todos os festeiros.

Os organizadores do evento Arthur Medrado, Thiago Guimarães, Gustavo Kirchner e todo o Centro Acadêmico esperam um público variado. “Contamos com a grande presença dos estudantes de jornalismo, mas também com um público diferente, por ser um evento aberto dentro da universidade”, afirma Arthur Medrado.

Texto: Thamira Bastos

Jornalismo ambiental é uma especialidade

O objetivo principal do jornalismo ambiental é gerar debates e discussões, mostrar o lado controverso, dar voz a novas maneiras de se pensar em soluções para os problemas acerca da relação homem x natureza. Ministrada no dia 26 de outubro pelo professor Reges Schwaab na Semana de Comunicação (Secom), a palestra traçou uma linha cronológica desta relação, desde a idade média até os dias de hoje, e foi possível compreender que depois de mais de três séculos degradando os recursos naturais, exploramos a terra a tal ponto que esses recursos caminham para o esgotamento.

Segundo o professor, nós não temos como não gerar impacto ambiental, por mais ecológica que seja a intervenção do homem. Deve-se romper com o paradigma de que a natureza está a nosso serviço, parar de tratar o ser humano como sujeito e o meio ambiente como objeto, pois só assim surgirão novas formas de ver, pensar e agir no mundo.

A formação depende de escolhas pessoais

Normalmente é necessário buscar o próprio conhecimento acerca do jornalismo ambiental, e sobre meio ambiente, desde os conceitos mais básicos aos jargões utilizados na área. Por isso faz-se necessário inserir o tema como disciplina obrigatória nos cursos de comunicação, para que a realidade seja percebida de forma diferente, complexa e completa”, defendeu Reges.

Texto: Tamires Duarte

Oficina começa com sala cheia

Teve início hoje pela manhã, a oficina sequencial de Edição de Vídeo, Coordenada por Thiago Caldeira e Fábio Seletti, a oficina teve três horas de duração e ocorreu no Laboratório de IMAC, no ICSA.
A oficina começou às 9h e contou com 20 estudantes, que aprenderam as caracterizações dos formatos de vídeo, exigências do mercado, noções básicas sobre edição de vídeo e áudio, além de produzirem um vídeo utilizando a edição não linear.
A oficina terá continuidade amanhã, dia 27, nos respectivos horários e locais indicados, onde os inscritos poderão fazer um vídeo, com conteúdo livre, escolhido pelo próprio estudante.

Texto: Thamira Bastos

Historiador fala sobre atuação da imprensa católica em Mariana

Texto: André Luís Mapa

Áudio: Suellen Amorim

Edição de áudio: Isabella Madureira

Fotos: Lincon Zarbietti

Nesta sexta-feira, estudo de 150 anos da imprensa católica foi o assunto de uma das palestras. Oferecida por Diego Omar, professor do Departamento de História da Ufop, A imprensa católica em Mariana foi baseada na temática da tese de seu doutorado.

Diego realiza sua pesquisa a partir do estudo de vários jornais da imprensa católica marianense. O Arquidiocesano, criado em 1846, é um de seus principais objetos de estudo. O jornal praticava o que dentro do clero se chamava de “boa imprensa”. Segundo Diego, essa denominação é decorrente da classificação por parte da Igreja e dos veículos de comunicação que não tinham relação com essa.

No decorrer da mini-palestra, o professor contou um pouco da história do Arquidiocesano, publicado até 1988. O jornal tinha função catequisadora, disseminando valores morais ligados à tradição católica romana, menos liberal. Essa publicação semanal manteve oposição ferrenha a temas como o comunismo, a emancipação feminina e até mesmo a deturpação da língua portuguesa, além de ter apoiado o governo militar.

No áudio a seguir, o professor explica como como a Igreja se utiliza da imprensa como meio de formação e catequese.

O palestrante disse acreditar que a forte influência exercida por esse veículo teve efeito na formação dos valores éticos e morais da tradicional família marianense. “Teve um peso grande, assim como a Folha de São Paulo na formação da família burguesa paulista. Era uma publicação com caráter de catequese e aprofundamento dos valores cristãos”, afirma.

Hoje a imprensa católica marianense é representada pelo jornal Pastoral, criado por Dom Luciano Mendes de Almeida. O atual jornal não tem o mesmo poder moral e político que o Arquidiocesano teve por mais de um século. “O Pastoral é mais informativo, não é doutrinário. Mas é um jornal importante, traz debates interessantes, como o aborto, por exemplo”, disse Omar.

Confira a programação da Secom

Quarta-feira – dia 20

Manhã

9h às 11h30 – Oficina: Clown (Julia Adhara e Mariana Zipinotti)

10h-11h30 – Oficina: Expressão vocal (Ricardo Lima)

10h às 12h – Oficina: Trans-estêncil (Ubiratan Garcia, Margareth Diniz, Gerliane e Natália Goulart)

Tarde

13h30 – Oficina: Fotojornalismo (Erivam de Oliveira)

14h-16h - Mini-palestra: Comunicação em gerenciamento de crises (Christiane Lopes)

14h-17h -Oficina: Photoshop (Ricardo Augusto)

Noite

19h – Apresentação cultural

19h15 – Mesa: A cobertura eleitoral 2010 (Ivana Moreira-BandNews e Paulo Cunha-TV Câmara)

Quinta-feira – dia 21

Manhã

10h às 11h30 – Oficina: Expressão vocal (Ricardo Lima)

10h às 12h – Mini-palestra: Cinema e gênero (Margareth Diniz)

10h às 12h – Oficina: Jogos Teatrais (Álvaro Romão)

Tarde

13h30 às 16h30 – Mini-palestra: Captação de recursos e produção de projetos (Aluísio Finazzi)

14h às 16h30 – Mini-palestra: A história do cinema (Juan Carlos Timótheo)

14h às16h – Mini-palestra: Comunicação em gerenciamento de crises (Francisco Dayer)

Noite

19h – Apresentação cultural

19h15 – Mesa: Outra narrativa é possível – Vera França (UFMG) e Fernando Resende (UFF)

Sexta-feira – dia 22

Manhã

Apresentação das linhas de pesquisa dos professores do curso

Tarde

13h30-15h30 – Mini-palestra: O cinema e a vida- procedimentos e abordagens (Clarisse Alvarenga)

14h às 16h30 – Mini-palestra: Conjuntura econômica (Evandro Camargos)

14h às 15h30 – Oficina: Percepção sensorial (Ricardo Lima)

15h às 16h – Mini-palestra: A imprensa católica/eclesiástica em Mariana (Diego Omar)

Noite

19h – Apresentação cultural

19h15 – Mesa: Cobertura da Copa do Mundo de 2010 – Bruno Favoretto (Placar) e Mario Marra (Radio Globo/CBN)