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Política na última manhã da Secom

Na manhã do último dia da Secom, aconteceu a mini palestra sobre jornalismo político, apresentada por Marcelo Freitas, atualmente assessor de imprensa da Universidade Federal de Minas Gerais e Hila Rodrigues, que atua como professora na Universidade Federal de Ouro Preto. Freitas e Rodrigues já trabalharam juntos no jornal Estado de Minas e apresentaram o caso dos salários dos deputados estaduais mineiros, que durou de 01 a 24 de agosto de 2001.

Os dois jornalistas apresentaram em etapas uma série de matérias sobre este caso publicadas durante todo o mês de agosto. A primeira etapa é a publicação da informação, na qual Freitas mostrou a matéria que foi manchete do Estado de Minas e dizia sobre o alto salário dos deputados. A partir desta matéria foram surgindo várias outras sobre o mesmo assunto. A segunda etapa é a reação popular, isto é, matérias com a opinião de cidadãos e representantes de instituições públicas. A terceira etapa são as novas denúncias que foram surgindo, fazendo o caso voltar para as manchetes dos jornais. A quarta etapa é o reconhecimento do erro, onde Freitas apresentou matérias sobre as declarações de deputados presentes no caso. Na quinta e última etapa, foram mostradas matérias sobre o acordo feito com o ministério público em relação ao salário.

 Entendendo e se envolvendo com o jornalismo político

Dentre as matérias apresentadas nessas etapas, Freitas e Rodrigues foram respondendo as perguntas dos alunos presentes, contando várias situações que passaram dentro do jornal e dando dicas de como lidar com certos casos e matérias. Por fim, falaram também sobre o ponto de vista ético nesse caso, como por exemplo, a compra de informações.

A palestra foi muito bem recebida pelos alunos, que ficaram muito curiosos com esse trabalho e fizeram muitas perguntas. De acordo com Ramon Cotta, um dos alunos presentes: “Foi bastante bacana acompanhar o processo da construção da grande reportagem feita pela Hila, Marcelo Freitas e os outros repórteres do Estado de Minas. Com essas palestras, nós podemos sair um pouco das teorias das salas de aula e ter um contato maior com a forma de fazer jornalismo.”

Foto e texto: Maria Fernanda Pulici

Jornalismo Político no último dia da Secom

Por Bruna Lapa

O último dia da Semana de Estudos em Comunicação Social – Jornalismo (Secom) está a todo vapor no ICSA. Durante a manhã, a mini-palestra sobre jornalismo político, ministrada pelo jornalista Marcelo Freitas e pela professora de Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Hila Rodrigues, tratou do polêmico tema com leveza e certa dose de senso de humor.

Os palestrantes conduziram a explicação sobre o assunto através da apresentação de um caso específico ligado à corrupção: os altíssimos salários dos deputados estaduais mineiros. Esse caso começou a ser repercutido em 2001 a partir de uma reportagem do jornal Estado de Minas.

O escândalo gerou inúmeras reportagens do Estado de Minas, muitas delas produzidas pelos dois palestrantes. Através de relatos de experiência pessoal sobre o fato, Marcelo expôs todo o processo jornalístico que envolveu aquela cobertura e até deu algumas dicas.

Para ele, na área politica, o bom jornalista precisa explorar as contradições, nelas que estão as notícias. Também salientou que todo repórter precisa estar bem informado sobre diversos assuntos, para se preparar para todas as notícias. E que é uma grande vontade de todos os jornalistas, principalmente dos jornalistas políticos, ver as coisas mudarem, a realidade da sociedade melhorar.

Sobre o tema, Hila complementou que o bacana do jornalismo político é que ele é um importante segmento e ferramenta para o jornalismo interventor.

O jornalismo do “Poker face”


Olhares atentos dos alunos, risos inconformados pelas reportagens, leveza na tensão de um assunto um tanto polêmico, foi assim a mini palestra de Jornalismo Político, neste último dia da Secom. Os jornalistas e professores, Hila Rodrigues e Marcelo Freitas, conduziram de forma expositiva a palestra.

Para Marcelo, “o jornalista político explora a contradição das declarações”, diz. Já para Hila “as discrepâncias nas declarações dos políticos podem ser utilizadas para se produzir uma matéria”. Ambos concordam que uma matéria desencadeia outras, desde que a editoria esteja interessada.

Atenção! A matéria está onde menos se espera

Marcelo relatou que uma de suas matérias de maior repercussão, sobre o salário dos deputados de MG, surgiu através da denúncia da ex mulher de um deputado. Por se sentir lesada na divisão dos bens, a ex mulher fez a denúncia e ao repórter coube investigar.

Hila recomenda aos alunos a não se preocuparem com a pressão que podem sofrer pelos políticos, nem com as possíveis ameaças, e incentiva – “façam cara de poker face, porque se a matéria é boa, passível de verificação e você possui aval do seu editor, a matéria tem que ser publicada”.

Para Aniele Avila, aluna do 3º período de Jornalismo, “o jornalismo político é interessante quando se estabelece uma relação com o cidadão”. Ela confessa, “ainda é um pouco cedo para poder optar por alguma editoria, mas se o jornalismo político puder trazer aproximação com o leitor, por quê não fazê-lo?”

Resultado positivo da palestra

Um total de 20 alunos, dentre os 40, que participaram da palestra, responderam a um questionário perguntando sobre o que acharam. Desses, nenhum considerou a palestra ruim.

Ao atribuirem uma nota, de 0 a 5, sendo 0 a menor, e 5 a maior, 65% dos alunos deram nota 5 à palestra. Não foram atribuidas as notas 0 ou 1, como pode ser observado no segundo gráfico.

Notas dos alunos à palestra

 

Texto e gráficos: Flávio Ernani

Imagem: (fonte)

Oficina de jornalismo político faz parte do último dia de programação da Secom

 

 

 

 

 

 

Nesta sexta-feira (28), último dia da Secom, os alunos tiveram a oportunidade de participar da oficina de Jornalismo político realizada na parte da manhã no ICSA. O convidado para ministrar foi o jornalista Marcelo Freitas, atualmente assessor de imprensa da UFMG, que compartilhou suas experiências nesse campo jornalístico, através da exposição das varias matérias realizadas na editoria politica do jornal Estado de Minas, no qual trabalhou.

Freitas, apresentou aos alunos um caso ligado a corrupção ,com início de repercussão em 2001, que foi o salário dos deputados estaduais mineiros. Contando com a participação da docente do curso de jornalismo Hila Rodrigues, que também fez a cobertura do caso como repórter, Freitas expôs todo o processo jornalistico,que ia desde a publicação da informação até o reconhecimento do erro da lavagem de dinheiro pelos políticos.

Jornalismo político, ética e compromisso social

Dentro da discussão sobre o acontecimento que envolvia os politico mineiros, questões como ética e compromisso social foram abordadas. Freitas contou que, para se conseguir a informação para a publicação no jornal do caso de 2001, teria que comprá-la de um terceiro. Instâncias da diretoria do Estado de Minas entraram em um dilema ético, porém a decisão foi obter a informação.”Ou compra -se a informação a favor do cidadão, ou não, a favor da ética profissional”, disse Hila Rodrigues, complementando a fala do colega.

O jornalista convidado, fechou a oficina aconselhando os alunos que um bom repórter, inclusive na área da politica, não somente deve estar a par dos acontecimentos da sua área editorial no jornal, mas acompanhar um pouco de todas as áreas. Além disso, quem se interessar em trabalhar como jornalista na política, deve ter uma preocupação especial de sempre tentar intervir e mudar a realidade em prol dos cidadãos.

Texto:Mayra Santos Costa

 Foto:Maria Fernanda Pulici