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Lidando com a paixão

O torcedor vê jogo de um time só.”

Jornalismo esportivo lida com umas das maiores paixões do brasileiro: o futebol. Odilon Amaral, repórter de esporte da Rede Globo, diz que “é complicado mexer com o fanatismo dos torcedores”. Para ele, não existe fórmula para contar as histórias, o ideal é utilizar os recursos audiovisuais, as informações consistentes e uma narrativa atraente. O diálogo deve ser bem roteirizado e ter coerência. “Telejornalismo é uma espécie crônica”, diz Amaral.

Odilon Amaral não pensava em trabalhar com esporte. Fez até o último ano do curso de economia e largou para fazer jornalismo, pretendendo trabalhar no jornal impresso e no caderno de política, mas, foi convidado a trabalhar na Rede Record e, um tempo depois, foi para a Rede Globo. Afirma que o que mais o frustra é quando tem uma boa história e não consegue contar.

Segundo o repórter esportivo a utilização de recursos audiovisuais, como arquivos de TV, videografismo, referência cinematográfica, áudio (texto off, diálogo, ruído, som ambiente e trilha sonora), faz com que atenção do telespectador seja atraída. Estes métodos são bons para ilustrar um ponto bonito, uma jogada que marcou o jogo ou um salto espetacular. De acordo com Odilon, “não é necessário ficar preso a uma descrição cronológica, já que o lide pode estar nos 45 minutos do segundo tempo”. E completa: “a criatividade é fundamental, apesar de não poder acrescentar fatos”.

Outra dica que Amaral dá é que o repórter deve buscar se informar, ir a fundo na pesquisa, praticar algum esporte para que fique mais fácil falar sobre os diversos assuntos, ser criativo e ter um bom relacionamento com seu cinegrafista. Em algumas situações será ele quem vai pegar o melhor detalhe para a notícia.

Texto e imagem: Júlia Mara Cunha

Gol de placa!

A semana foi regada a muita expectativa, a possível presença do jornalista esportivo Odilon Amaral da Rede Globo Minas de televisão na SECOM (Semana de Comunicação Social) movimentou as rodas de conversa dos estudantes da UFOP, “será que ele vem”?

Veio e superou as expectativas! Em uma palestra leve e objetiva pontuou as diversas faces do jornalismo esportivo dando dicas importantes para os futuros jornalistas que pretendem seguir essa linha.

“Matéria boa é a que vai pro ar”, disse, mostrando a objetividade e simplicidade que vem construindo sua trajetória de sucesso. Em vários momentos deixa claro sua paixão pelo esporte, paixão essa compartilhada com a grande maioria dos presentes no evento. Isadora Ribeiro, 19, estudante do primeiro período de jornalismo, atenta a palestra, anotou a frase preferida dita pelo jornalista á respeito das reportagens “não tem que ser fácil, mas tem que ser simples”.

Odilon mostra que não só os jogadores nos gramados marcam golaços, em matéria de jornalismo, ele é o craque.

Texto: Kênia Marcília

O jornalismo esportivo

“Em cada cobertura há fatos relevantes e diferenciados.”

O jornalista Odilon Amaral palestrou na SECOM sobre sua experiência na cobertura de esportes e as características do jornalismo esportivo, pensando a conjunção de palavras e imagens. Para “passar a mensagem” é preciso ter um bom texto, chamar a atenção para a cena, ter plasticidade nas imagens, um ruído que funcione, ou seja, um efeito sonoro com significado, como a agitação da torcida. O som ambiente aproxima o expectador da matéria, afirma, e a narrativa representa o diálogo entre as imagens e momento exibido.

Para Odilon é essencial pesquisar, aumentar o repertório, buscar mais elementos e fatores atrativos para se obter uma boa reportagem.

Existe sempre uma dúvida, o que mostrar? Segundo ele é interessante mostrar um ponto bonito, uma jogada marcante, um salto espetacular e, também, não se prender à descrição cronológica, como em um jogo de futebol, pois é preciso evidenciar os fatos relevantes. Não dá para mostrar a dimensão de um lance na TV. Odilon Amaral defende que é sempre bom tentar dar um exemplo de algo mais simples e de mesma dimensão para que o telespectador saiba relacionar a distância do lance. Em uma reportagem é preciso ter recursos audiovisuais, informações consistentes e uma narrativa atraente. E ainda dá a dica: fugir do fácil, o simples é recomendado.

“Não existe forma para narrar diversas histórias, em cada cobertura há fatos relevantes e diferenciados. A melhor forma de dar a informação é em um formato de crônica, pois expõe sua forma pessoal de compreender os acontecimentos e porque a crônica traz informação e entretenimento”, destaca o jornalista.

A aluna Viviane Ferreira, que adora futebol, comentou que a palestra de Odilon Amaral trouxe acréscimos em sua formação e só aumentou a vontade de trabalhar com jornalismo esportivo.

Texto: Patrícia Souza