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Cinema e as relações de gênero

Na tarde dessa sexta-feira, último dia da SECOM, o professor Carlos Alberto de Carvalho ministrou a palestra sobre Cinema e gênero. Foram abordados temas como a homofobia e transsexuais.

Para Carvalho, os filmes auxiliam a sociedade a entender essas relações. Ele citou o filme Tudo sobre minha mãe, do cineasta Pedro Almodóvar, que apresenta uma construção narrativamente forte, permitindo entender as hierarquias das relações.

O professor explicou que as relações de gênero são construções sociais, e que é necessária uma discussão sobre o tema, para romper as divisões da mesma. Apresentou como exemplo a mídia jornalística, que trata a questão dos travestis sempre associados a violência, é raro aparecer fora desse estereótipo. Ele enxerga isso como um problema, porque assim reduz a questão do gênero simplesmente ao sexo, como era visto antigamente. Hoje se fala em relações de gênero, já que introduziu-se diversos elementos, como política.

Para Carlos Alberto, um leigo em cinema não precisa necessariamente saber sobre os gêneros que compõe um produção cinematográfica. Já para um indivíduo que se inicia na vida acadêmica é importante entender essas concepções. Em relação às caricaturas que aparecem nas mídias ele diz que é desejável que elas desapareçam, não no sentindo de serem retiradas da mídia e sim incorporar outros gêneros, sem que seja preciso dos aspectos caricaturais para facilitar o entendimento dessas relações.

Texto: Patrícia Botaro

Reflexões sobre a abordagem de gêneros na mídia

A III Semana de Estudos em Comunicação Social – Jornalismo (Secom), da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), chegou ao fim nesta tarde com mais um circuito de palestras. Com o tema “Cinema e gênero”, o professor Carlos Alberto Carvalho expandiu os horizontes dos estudantes que, como aconteceu ao longo desses três ultimos dias, encheram uma das salas do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA).

A homossexualidade é um dos gêneros constituintes da formação da estrutura social contemporânea, e se faz presente na mídia de diversas maneiras, sobretudo no cinema e nas telenovelas. Carlos Alberto explicou como acontece a inserção desse tema relativamente difícil na mídia, e que mensagens podem estar subentendidas nessa relação, através da citação de personagens caricatos já conhecidos do público em geral.

O professor disse ainda que atualmente houve um certo progresso da mídia, uma vez que esta já é capaz de tratar dos diferentes estereótipos de forma mais natural, inclusive as relações entre gêneros.

Para a estudante Patrícia Souza, os pontos altos da palestra foram os exemplos dados por Carlos Alberto, que se utilizou de filmes e novelas para aproximar o tema à realidade. “Gostei bastante da forma como o tema gêneros foi relacionado com as novelas. Ele tem uma facilidade incrível de perceber situações nas novelas e utiliza-las como exemplo, o que facilita muito a nossa compreensão”.

Texto: Hiago Castro

O olhar da mídia sobre a homossexualidade

Por Caroline Gomes

Novelas e filmes exibem o olhar da mídia quando a questão é homossexualidade

Um tema bem polêmico deu início à mini-palestra “Cinema e Gênero”, que aconteceu nesta tarde, dia 27, ministrada pelo professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Carlos Alberto Carvalho. A homossexualidade foi a questão que culminou o desenvolvimento de uma conversa descontraída na qual Carlos Alberto exemplificou com filmes e tele-novelas como a mídia exibe os homossexuais.

Inicialmente, o vídeo “A drag a gozar” passou toda a idéia central da palestra. De uma forma animada, mostrou os vários estereótipos que são fundados no preconceito. A partir de filmes e tele-novelas a mídia expõe os homossexuais e para fazer isso utiliza de caricaturas. “O Zacarias em os trapalhões representava a ‘bichinha louca’. Ele era o ‘veadinho’. E a todo momento os outros trapalhões faziam piadas com isso”, disse Carlos Alberto.

A aluna do segundo período de Jornalismo, Gisela Cardoso, 18 anos, ficou atenta durante toda a palestra. “Eu achei muito interessante debater sobre a homossexualidade escandalizada pela mídia, pois é um tema atual e vem causando um conflito de opiniões”.

Carlos Alberto encerra dizendo que o seu objetivo era mostrar que há teorias e metodologias que permitem observar as relações de gênero, sendo estas construções sociais.

Documentário provoca debate sobre mundanças sociais

Texto: Flávio Ulhôa

Fotos: Allan Almeida

Vídeo: Dalila Carneiro

A professora Margareth Diniz coordenou nesta quinta-feira, dia 21 de outubro, a mini-palestra “Cinema e Gêneros”. Foi exibido o trecho “Mulheres” do documentário Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos”, de 1998, dirigido por Marcelo Masagão. O trecho mostra as conquistas e os dramas femininos nas décadas de 20 e 60.

Margareth utilizou da metodologia de conversação, em que os participantes se organizaram em círculo para um debate que tinha como objetivo comparar a questão dos gêneros, que envolve machismo, heteronormatividade, sexualidade e o papel feminino no final do século XX e início do século XXI.

A palestrante declarou que ficou satisfeita com o interesse e com a participação dos alunos, e que limitou o número de vagas exatamente para facilitar o bate-papo. A aluna Débora Cabral também ficou contente com o resultado e elogiou a sintonia entre o filme e o debate.

Confira abaixo a entrevista com a professora Margareth Diniz