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Domingo para crianças de todas as idades

Por Mateus Franco

No domingo de eleições municipais em todo Brasil, 07.10, a população de Mariana teve a oportunidade de acompanhar exibição de filmes destinados a crianças de “todas as idades”. Enquanto muitas pessoas aguardavam o início da apuração dos votos, algumas acompanhavam a sessão realizada no Sesi de Mariana. A platéia contava com crianças acompanhadas de seus pais e e alunos da UFOP, platéia atenta e aproveitando o momento de diversão.

Nos filmes exibidos, além de humor, mensagens educativas e de reflexão. João Gabriel Nani, estudante de jornalismo da UFOP, afirma que os filmes exibidos são importantes pela forma como são transmitidas os temas em foco, principalmente para as crianças. Ele acredita que o filme pode desempenhar um papel de extrema importância na formação das crianças, que refletirá na fase adulta.

Foram exibidos o Curta L, com direção de Thais Fujinaga, que narra a história de uma menina de 11 anos que não gosta do tamanho de seus pés e se torturava com sapatos apertados. Ao conhecer um menino descendente de chinês, que também não gosta da própria aparência, passa a ter outra visão de seu complexo. Além dele, Pequenas Histórias, fita que traz uma dona de casa narrando várias histórias como o casamento de um pescador com o ser mitológico Iara, de um coroinha da Igreja que vê a procissão das almas, o encontro de Papai Noel com um garoto de rua e as histórias de Zé Burraldo.

Esta última, as aventuras de Zé Burraldo, foi a que mais arrancou risos da platéia. Bruno Henrique, 11 anos, contou que a parte que mais gostou foi quando o Zé Burraldo cortou o galho da árvore em que estava sentado e achou que tinha morrido quando caiu no chão, por exemplo.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Documentário sobre a Democracia Corinthiana é exibido no SESI Mariana

Por Isadora Moreira Ribeiro

A sexta-feira, 05, segundo dia do Cine Festival Inconfidentes, contou com a exibição do curta Ser campeão é detalhe: Democracia Corinthiana, de Gustavo Forti Leitão e Caetano Tola Biasi. O vídeo relata o período em que o Corinthians teve por presidente Waldemar Pires (1981-1985), buscando nessa época as raízes do time vencedor da atualidade.

O documentário, construído com depoimentos, dentre outros, do jornalista Juca Kfuori e dos ex-jogadores Sócrates e Biro-Biro, também faz um paralelo entre a Democracia Corinthiana e o processo de supressão democrática vivido pelo Brasil na época. O estudante do 2° período de Jornalismo da UFOP, Caio César, que esteve presente na exibição, disse que “o curta, ao mostrar também o contexto político brasileiro da época, faz da Democracia Corinthiana uma espécie de modelo de que as coisas poderiam mudar dali pra frente”.

Contradições - No aspecto esportivo, o curta mostra a paixão dos torcedores acima das conquistas do time: ser campeão é mero detalhe. Será mesmo? Para o também estudante do 2° período de Jornalismo da UFOP, Allysson Malta Jr, “houve certa contradição nas falas dos atletas e comentaristas. Ao mesmo tempo em que diziam que o título era um detalhe, apontavam a revolta da torcida diante da derrota”.

Assista ao curta:

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Faz valer o espetáculo

Exibido no segundo dia de Festival Inconfidentes, documentário conta os bastidores de uma das grandes equipes da história do futebol brasileiro. 

Por Allysson Malta Júnior

Sócrates, Casagrande, Zenon, Biro-Biro. São alguns dos grandes nomes que levantaram a taça do campeonato paulista pelo Corinthians no início da década de 80. O curta Democracia Corintiana: Ser campeão é detalhe, de Gustavo Forti Leitão e Caetano Tola Biasi, exibido na programação do Cine Festival Inconfidentes na sexta, 05, traz declarações dos maiores nomes da história do Sport Club Corinthians. Além dos jogadores já citados, o comentarista Juca Kfouri é outro corintiano presente no documentário. A “democracia” extrapolava as quatro linhas do Pacaembu e dava força a um movimento anti-ditadura que existia na época.

Para Luiz Antônio da Silva, corintiano presente na exibição do curta em Mariana, aquela equipe foi muito mais que um time de futebol, é um ícone. Sócrates, um dos maiores da história do Timão, deu diversas declarações contra o governo do Brasil na época e foi um dos nomes na luta pelas eleições diretas no Brasil. “Aquele time mudou o jeito do brasileiro de acompanhar futebol”, comenta Juliana da Silva, que é são-paulina, mas estava acompanhando o marido na sessão.

Por fim, as exibições de gala de Sócrates e Cia, mostraram ao Brasil que futebol é muito mais do que acontece dentro de campo. E como um esporte pode influenciar muito a população e pode até impulsionar um movimento que faz valer a luta pela cidadania e pela democracia.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

O valor de uma amizade

Por Allysson Malta Júnior

Do lado de fora foi um dos curtas-metragem de ficção exibidos na programação do Cine Festival Inconfidentes deste ano, na sexta, 05. A fita conta a história de Plínio, garoto da cidade que passava uma temporada na fazenda de sua avó quando coisas surpreendentes acontecem.

A vida de Plínio era como a de qualquer criança de sua idade. Mas tudo muda quando o menino ganha um boneco de pano de sua avó. O boneco ganha o nome de Frank e se torna o brinquedo favorito de Plínio. Quando Frank desaparece, o garoto fica muito ressentido. Quando a avó sai de casa para visitar um amigo, Plínio decide voltar para a casa da mãe. Ao arrumar suas coisas, no entanto, é chamado por um garoto do lado de fora da casa. O menino fica espantando quando percebe que quem o chama é na verdade Frank, agora “de carne e osso”. “Foi muito legal quando Plínio viu Frank de verdade, ali começou uma bela amizade”, afirmou a espectatora Ana Luisa Gandra.

Frank disse a Plínio que o levará até o ônibus para que ele pudesse voltar para a cidade. O caminho dos dois é cheio de surpresas. Frank ensina Plínio a andar de bicicleta, o leva até uma cachoeira e se despede do amigo quando chegam ao ponto de ônibus. O garoto corre atrás do ônibus para ir embora, mas, quando o alcança, desiste de subir. Ao voltou para encontrar Frank, o amigo havia sumido: “Ele pegou a bicicleta e não tivemos mais notícias de Frank, acho que o boneco na verdade era uma ilusão do menino, não está claramente explicado”, opinia Caio César, outro espectador do filme.

Enfim, a história é interessante, mas não foi bem trabalhada. O final ficou mal explicado e deixou certa dúvida no espectador. A moral da história é que vale a pena abrir mão de certas coisas por uma grande amizade.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Domingo de seções eleitorais e de sessões de cinema

Por Filipe Monteiro

Domingo de eleição, mas também de exibição de curtas no último dia do 3º Festival Cine Inconfidentes, evento que aconteceu no Teatro Sesi Mariana. Curtas de diversos lugares do Brasil foram exibidos. Do Rio de Janeiro, Retângulos Brancos, de Gil Jorge e Pedro Curi, bem como a ficção Hooji, de Marcelo Quintela e Boynard, marcada por aspectos da cultura japonesa. Cíntia Langie e Rafael Andreazza retrataram com o curta Marcovaldo a rotina que um catador de lixo enfrenta, já a o documentário Mato Alto: pedra por pedra de Arthur Leite relata a construção de uma série de edificações com o esforço de uma família.

A exibição chegou ao fim com o divertido O amor é uma comédia, de Ricardo Chacur e com o thriller Mistérios de Sangue, de Fabrício Passos Braga. Apenas a animação de Daniel Rabanéa, Essência, não foi exibida, mas isso não influenciou em nada a qualidade do evento.  As sessões contaram com a presença de poucos espectadores.

Para a estudante de jornalismo Adriana Aparecida de Souza, o Cine Inconfidentes é uma iniciativa muito boa e pertinente para o incentivo da cultura, não só em escala local, mas também no nível geral: “Eu só fico muito triste quando eu vejo um festival com uma programação totalmente gratuita e com um público tão pequeno. Um festival como esse precisa de incentivo do governo e do Ministério da Cultura para que o público possa ter mais proximidade com o cinema”, disse.

Assim como é tratado no filme Retângulos Brancos, o cinema desperta uma emoção diferente em cada espectador. Segundo a estudante Roberta Nunes, “sentar em uma cadeira para assistir a um filme é entrar em um novo universo que, não importa se é real ou não, leva a pessoa a experimentar sensações que nunca havia experimentado”.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Festival Inconfidentes traz programação especial para crianças

Por Jéssica Moutinho

O Teatro SESI Mariana recebeu pequenos espectadores de diferentes idades e também algumas famílias que levaram seus filhos para assistir aos curtas para crianças, exibidos no local na tarde de sábado, 06, terceiro dia de Cine Festival Inconfidentes.

Dentre as atrações, além dos filmes, o Grupo de Flauta Doce do SESI, que abriu a programação do dia. Formado por alunos do SESI e também por alguns jovens do Conservatório São Vicente, de Mariana, o grupo musical toca em especial músicas medievais e renascentistas, já que estas são próprias para serem tocadas na flauta doce.

Após a apresentação foram exibidos três curtas: Do lado de fora, de Paulo Vinícius e Matheus Peçanha; Eram os deuses extraterrestres?, de Cacinho, e Menino Maluquinho: o filme, de Helvécio Ratton, homenageado do Festival deste ano. Este último, para um grupo de crianças que estava na platéia, era a fita mais esperada do dia. Muitos não conheciam o filme, apenas o livro, mas estavam ansiosos em ver a história em quadrinhos ganhar vida na tela grande.

Adultos que também foram ao SESI para ver os curtas disseram ter gostado muito do filme, de relembrar e poder voltar ao “passado”, só sentiram falta de mais público, dado o valor cultural do evento e por ele ser aberto ao público: “Uma maior divulgação poderia trazer mais gente ao local” afirma Luiza, aluna da UFOP do curso de Jornalismo que prestigiou a programação da tarde.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.