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Palestra sobre políticas públicas mostra aspectos da comunicação brasileira

Por Pedro de Grammont

A palestra Políticas Públicas, ministrada pela professora Juçara Brittes e pelos alunos Joyce Afonso e Rolder Wangler, teve discussões voltadas a pensar diversos aspectos da comunicação como futuro mote de democratização e sentimento de pertencimento social.

Foi discutido nessa oficina o panorama atual da comunicação brasileira e o quanto esse panorama é avesso às práticas de uma mídia mais democrática, pautada na sociedade. Temos direito à liberdade de expressão? Como podemos pensar e expandir esses direitos? Essas são algumas das perguntas que Juçara tenta, todos os dias, responder.

A professora e jornalista disse que as políticas públicas na esfera jornalística – do jornalismo em si, como profissão – e também na esfera social se esbarram e se limitam, característica que não deveriam ter. A função das políticas sociais no campo da comunicação é pensar realmente o emissor, o jornalista, como um ser que não deveria sonegar a informação.

O profissional do campo da comunicação tem que ter essa consciência de que está a favor de uma democracia e não inclinado a responder por interesses privados. Acho que cortar – através de leis – o cordão umbilical dessa hierarquia das mídias, desses políticos que controlam canais, é uma medida distante, mas funcional para as próximas gerações”, comentou Juçara.

Para ela, é melhor depor os reis e eleger democraticamente alguém que está mais preocupado com as questões sociais da comunicação. Juçara vê, em sua trajetória, maior contribuição para essas questões como educadora. “Nós, professores de comunicação, temos que ajudar as gerações futuras a pensar erros e padrões do passado para não repeti-los nos futuro”.

Os palestrantes partiram da concepção dos direitos à comunicação e informação, passando pela teorização da comunicação através de um apanhado cronológico sobre a evolução da mídia, principalmente no cenário nacional.

Na palestra também se utilizou de diversos aparatos multimídia, com destaque para o vídeo “Levante sua Voz”, do coletivo Brasil de Comunicação Intervozes, que pega emprestada a licença poética do curta-metragem “Ilha das Flores” para mostrar com todo peso a falta de liberdade comunicacional que se reproduz no país ao longo dos tempos até a atualidade.

Confira o vídeo aqui:

Intervozes – levante sua voz

 

Novos olhares na política da Comunicação

Tendo como base  a discussão de novas formas críticas sobre a realidade da mídia brasileira, foi realizada a palestra “Políticas Públicas”, ministrada pela professora Juçara Brittes e pelos alunos Joyce Afonso  e Rolder Wangler, do 4° período do curso de Comunicação Social-Jornalismo da UFOP.

Por meio de uma metodologia multimídia, mesclando o conteúdo com slides e apresentação de vídeos relacionados ao tema  central, foram discutidos assuntos como  direitos, deveres e as liberdades dos profissionais da comunicação (quem informa)  e do público (que recebe as informações).

Numa rápida  contextualização histórica,  foram analisados os processos de consolidação da imprensa ao longo dos anos, o chamado “coronelismo eletrônico”, responsável pelo controle e a posterior liberdade de imprensa. A partir de um trecho do filme “Levante a sua voz”, de Pedro Eknan (Parte 1; Parte 2), foi provocada uma  discussão sobre a  liberdade e os direitos da comunicação no Brasil.

Investigando a situação

Afonso e Wangler apresentaram  o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, que tem como objeto de pesquisa o projeto “Donos da Mídia”, que reúne dados públicos  das principais redes de comunicação do país, analisando também o movimento social das entidades da sociedade civil, além da participação dos políticos nas concessões das emissoras  de rádio e TV.

Segundo Juçara Brittes, os  principais  objetivos da oficina  foram  divulgar as questões das politicas públicas da comunicação que tem pouco  espaço na agenda dos veículos de comunicação: “eu quis colaborar com a semana de comunicação, trazendo algo  para compartilhar, que eu já venho estudando, há  mais ou menos dezanos”, afirmou.

Texto: Cristiano Gomes

Palestras movimentam o ICSA

A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) vive a 3ª Semana de Estudos em Comunicação Social (Secom), organizada pelos estudantes de jornalismo do Cacom (Centro Acadêmico da Comunicação Social). Em três dias de evento participam vários profissionais, que realizarão palestras e eventos para os estudantes da universidade.

A palestra sobre Políticas Públicas foi ministrada pela professora da UFOP, Juçara Brittes, no Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA), onde cerca de 30 estudantes de diferentes cursos, discutiram e reviram alguns de seus conceitos sobre a política da liberdade de se expressar na atualidade brasileira, chegando à conclusão de que o direito à comunicação em massa, através de rádio ou televisão, somente é possível aos mais favorecidos na sociedade, como por exemplo, os deputados.

Para Osmar Lopes Neto, 19 anos, que cursa o segundo período de Jornalismo pela UFOP, a palestra foi muito produtiva e interessante, principalmente pelos métodos usados pela palestrante: “Através de vídeo, bem simples, a professora conseguiu explicar muito bem a manipulação que a mídia exerce sobre a população”.

Texto: Pedro José de Carvalho Gomes

Foto: Paulo Victor Fanaia

Políticas públicas de comunicação são tema na SECOM

A III Semana de Comunicação da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) contou, no primeiro dia, com uma mini-palestra sobre políticas públicas, que foi ministrada pela jornalista e professora Juçara Brittes, e teve o apoio dos alunos do curso de Comunicação Social da UFOP, Rolder Wangler e Joyce Afonso, ambos do quarto período. O evento, que tem como tema central as políticas públicas na área da comunicação,aconteceu no Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA)

A mini-palestra buscou fazer uma abordagem histórica sobre o tema e como ele se enquadrava na área da comunicação, mostrando o processo que levou à formação dos grandes monopólios da mídia a partir da falta de políticas públicas na comunicação e na sociedade. O estudante César Diab, aluno do 4° período de Jornalismo, disse que a palestra abrange uma área muito interessante, pois é um tema que a mídia tenta suprimir, o que não pode acontecer.

A professora Juçara Brites afirmou que esse debate é de interesse público, e não deveria ficar somente atrás dos “muros acadêmicos. Para ela, é necessário ampliar essa discussão com o intuito de conscientizar a sociedade da situação.

Texto: João Victor Criscolo Batista Câmara

Professora instiga debate sobre liberdade de comunicação

A palestra Políticas Públicas de Comunicação, no primeiro dia da SECOM, foi ministrada pela professora Juçara Brittes, debatendo políticas públicas para o jornalismo. Inicialmente, a professora abordou a comunicação e a liberdade de expressão como um direito do homem, garantido pela Declaração de Direitos do Homem. Entretanto, argumentou-se que esses direitos não eram devidamente cumpridos, pois não existem políticas públicas para o campo da comunicação. Um vídeo, intitulado “Levante Sua Voz”, que aborda o tema da liberdade de comunicação, foi exibido para os participantes da palestra. Seguiu-se um debate entre os presentes sobre esse assunto tão polêmico.

O saldo da palestra foi positivo: “O tema é bastante importante para a formação do profissional do jornalismo, no sentido de criticarmos nosso próprio trabalho”, disse a estudante de jornalismo do 5º período, Flávia Rodrigues. Ela também afirmou que a palestra foi muito produtiva: “Todos tiveram a oportunidade de expressar sua opinião”.

Texto: Tiago Vieira Rangel Trindade dos Santos

Professores sugerem a busca de uma outra narrativa para o jornalismo

Texto: Eloíza Leal, Lucas Lima e Yasmini Gomes

Áudios: Fádia Calandrini e Rayanne Resende

Fotos: Lincon Zarbietti

“Outra Narrativa é possível” foi o tema da mesa desta quinta-feira, 21 de outubro, da Secom, que contou com a presença dos professores Vera França, da Universidade Federal de Minas Gerais, e de Fernando Resende, da Universidade Federal Fluminense. A partir do tema, eles enfatizaram a idéia de que o jornalismo deve ser entendido como uma narrativa, apesar de que nem todos os seus gêneros, como a fotografia, se pautem nesse princípio.

Vera França enfatizou três fases distintas da narrativa no jornalismo. No primeiro plano ela é vista da perspectiva do narrador; cabe a ele criar situações de conflito e unir os laços que vão construir a história dos sujeitos. Em uma segunda etapa, ela é marcada pelo compartilhamento da informação. Por fim, a narrativa é marcada pela tentativa de ter uma linguagem objetiva.

A professora comenta que em todos esses momentos tentar separar a narrativa do narrador é uma grande ilusão do jornalismo. “Narrar é dar sentido as coisas do mundo, estabelecer um andamento. Atrás da narrativa, com maior ou menor evidência, está o narrador”, afirma.

A respeito do enquadramento dos fatos, a professora disse que “narrar um acontecimento é estabelecer sentidos, juntar elementos e tecer uma história”. Ouça um pouco mais sobre isso:

Fernando Resende complementou afirmando que o jornalista deve dar vida aos acontecimentos, aos objetos dos quais falamos e aos sujeitos que nos referimos. Ressaltou ainda que a narração é sempre uma tentativa de se comunicar com o outro, assim o narrar jornalístico está ancorado em fatores sociais e históricos. Produzimos sentidos para que os outros nos entendam.

É nesse contexto que o jornalismo deve ser entendido como cultura. “O jornalista em um tempo tem um papel, em outro tempo possui outro, isso é cultura. Essa dinâmica que está em questão todo o tempo é o jogo cultural”.

Ao questionar se uma outra narrativa para o jornalismo é possível, Fernando Resende citou o filosofo Roland Barthes, “inúmeras são as narrativas do mundo”. O palestrante explicou que para experimentar outros modos na narração, o jornalismo precisa dialogar com a literatura, documentário, quadrinhos e novas mídias. Para ele, esses formatos diferenciados “dão parâmetros para as técnicas narrativas, fazem um cruzamento produtivo entre ficção e realidade e oferecem um deslocamento de formas, um reposicionamento de sujeitos”.

O professor fala mais sobre a diversidade de narrativas no jornalismo:

Fernando Resende exibe documentário realizado no México

Na discussão sobre as outras narrativas possíveis para o jornalismo, Fernando Resende apresentou o documentário “Las cartas de la Plaza de Santo Domingo”, realizado a quatro mãos com a jornalista Tatiana Carvalho. O curta mostra o cotidiano de pessoas que escrevem cartas para pessoas na praça da cidade do México, ocupação tradicional existente desde o século XIX.

O curta foi produzido em um período de cem horas durante a quarta edição do Festival Internacional de Documentário do Distrito Federal mexicano, realizado em 2009. O documentário foi o único vídeo brasileiro premiado no evento, recebendo uma menção especial do júri, pela sensibilidade e delicadeza ao tratar do tema.

Confira o documentário “Las cartas de la Plaza de Santo Domingo”: