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A linguagem visual da reportagem

A segunda mesa de debates da Secom, realizada no dia 27 de outubro no anexo do Instituto de Ciências Humanas (ICHS), ocorreu em um clima descontraído e contou com a interação dos alunos em diversos momentos. Com o tema “Aspectos Visuais da reportagem”, a bancada foi composta pelo fotógrafo Eugênio Sávio, pela infografista Renata Steffen e o repórter freelancer Alexandre Rodrigues, além dos mediadores Ricardo Augusto, professor da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e o estudante Lincon Zarbietti.

Entre os temas, destacaram-se a necessidade de se ter design e infográficos nas matérias. Segundo Renata, “é impossível não ter design. Mesmo se for apenas uma fonte de letra diferente. Porém não se pode fazer infografia, só porque é legal. Tudo vai depender da pauta tratada, e do público-alvo. É isso que define a melhor forma de se contar uma história”.

Foi proposta também uma discussão sobre as exigências do mercado atual e como lidar com o crescente número de ferramentas midiáticas, além da necessidade de possuir conhecimento sobre tecnologia.

 

 Faltam cursos especializados

Pelo fato de ainda não existir cursos de formação em design editorial, o melhor jeito é aprender na prática. O que importa na profissão é desenvolver um olhar crítico e saber diagnosticar onde é necessária a presença de fotos e infográficos para que a notícia, além de informar, possa também entreter, comunicar e segurar o leitor.

O repórter Alexandre Rodrigues destacou também que é muito complicado para as universidades acompanhar a evolução tecnológica, e pelo fato do curso de comunicação não possuir em sua grade matérias que aprofundem mais na área de infografia e design, uma alternativa viável é convidar profissionais da área e informar os alunos sobre as possibilidades do campo de aspectos visuais.

Texto Tamires Duarte

Foto: Júlia Mara Cunha

Aspectos visuais da reportagem

A palestra sobre aspectos visuais da reportagem foi uma das atrações da segunda noite da Semana de Comunicação da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). A palestra contou com a presença dos convidados Renata Steffen, Alexandre Rodrigues e Eugênio Sávio.

Renata é infografista da revista superinteressante. Foi a primeira a falar e deu exemplos do seu portifólio, contou como funcionam os infográficos nas matérias jornalísticas e citou a importância das imagens nas reportagens do dia-a-dia.

Segundo ela, a função das imagens não é somente ilustrar, mas também de informar, pois elas falam por si só. O primeiro aspecto a se levar em consideração para se adequar uma imagem a uma revista é seu público-alvo. Diferentes públicos-alvo pedem diferentes infográficos. Não seria possível, como exemplo, utilizar a mesma foto para ilustrar a Capricho e a revista Veja.

Renata comentou ainda a respeito da importância da fidelidade de informações para se compor uma ilustração. Cada imagem deve ter exatamente a mesma proporção e a cor do real que ela almeja representar.

Alexandre Rodrigues abordou o uso dos infográficos há alguns anos, quando eram vistos apenas como uma maneira de ocupar espaço. Ele lembrou ainda que a infografia surgiu na época da Marcha de Napoleão, até chegarem às complexas ilustrações em três dimensões já disponíveis na web hoje em dia.

Eugênio Sávio, fotógrafo profissional, que já trabalhou em diversos veículos de comunicação e atualmente é professor da PUC-MG, foi o último palestrante da noite. Eugênio foi muito bem humorado e fez de sua palestra um verdadeiro stand-up. Contou as diversas experiências no exterior e os inimagináveis tipos de fotografia que já obteve. “A fotografia é importante porque é a tradução pessoal de informações e sentimentos. Ela diz tudo por si própria. Fotografia informa, emociona e convence, e seu elemento mais importante é o fundo”, afirmou.

Questionada sobre o possível “salvamento” do jornalismo pelo designer, Renata foi enfática ao afirmar que isso não ocorrerá, pois o trabalho deve ser feito em equipe pelo jornalista e infografista. Alexandre complementou dizendo que se algo salva o jornalismo é a pauta. “O que salva de fato é uma pauta interessante, pois com uma pauta ruim não há gráfico suficiente que prenda atenção do leitor”, disse.

Texto: Janderson Coimbra França

Debate mostra a importância do design nas reportagens

No segundo dia da SECOM, o tema Aspectos Visuais da Reportagem foi discutido no auditório do ICHS pelos jornalistas Eugênio Sávio, Alexandre Rodrigues, a editora de arte Renata Steffen, o professor Ricardo Augusto e o aluno Lincon Zarbietti, do 6º período.

Cada participante da mesa comentou sobre seus trabalhos, relacionados a infografia e fotografia. Entre os temas debatidos, está a ideia de que o infográfico, assim como a fotografia, está ganhando lugar na mídia e sendo mais valorizado. Revistas como a Superinteressante são regadas de infográficos, o que tornam as matérias mais interessantes, além de poder informar coisas que em um texto não seria viável. O público alvo de cada meio de comunicação é o que define a necessidade de usar e abusar ou não dos aspectos visuais de uma notícia.

A arte no jornalismo

Estão muito enganados os que pensam que jornalismo é apenas escrever. O infográfico, assim como a fotografia, está ganhando lugar na mídia e sendo mais valorizada. Revistas como a Super Interessante são regadas de infográficos, o que tornam as matérias mais interessantes, além de poder informar coisas que em um texto não seria viável. O público alvo de cada meio de comunicação é o que define a necessidade de usar e abusar ou não dos aspectos visuais de uma notícia.

O leitor é seduzido pela imagem. Querendo ou não é o que mais chama atenção, e os infográficos são repletos de detalhes. Como explica a editora de arte Renata Steffen, cada dado fornecido é minuciosamente calculado e pesquisado para ser exposto na revista, e não dá para ficar inventando coisas e fazer de cabeça, é essencial uma boa apuração.

Texto : Fafi Firmo

Imagem: Fernanda Guimarães

Mesa fecha o segundo dia em clima de descontração

O segundo dia da Secom foi encerrado com a mesa aberta sobre os Aspectos Visuais da Reportagem. O evento que ocorreu no anexo do ICHS e teve início às 19h, contou com convidados ilustres, interação com os estudantes e exposição de alguns trabalhos.

Os convidados, o jornalista Alexandre Rodrigues, a infografista Renata Stephan e fotógrafo Eugenio Sávio, compuseram a mesa com os mediadores Lincon Zarbietti, estudante de jornalismo, e Ricardo Augusto, professor da UFOP.

A mesa teve início com apresentação dos convidados, suas respectivas profissões e exibição de alguns trabalhos em revistas, coberturas de eventos, viagens, etc . Dentre os vários assuntos colocados em questão, o crescimento da interação entre conteúdo escrito e visual, foi aprofundado por todos. Além disso, a capacidade de apuração exata da infografia e as diversas meneiras de melhorar visualmente sua reportagem, utilizando criatividade, clareza, informação confiável e tecnologia, tiveram uma atenção especial.

O debate começou após as apresentações dos convidados e foi aberto por Lincon Zarbietti. A interação dos estudantes com os convidados, que responderam às perguntas com clareza e descontração, foi positiva. Diversos assuntos foram questionados pelos universitários, dentre eles, os primeiros passos do profissional da área, a relação arte visual e matérias diárias, adaptação à tecnologia e sensibilidade de edição.

Texto e imagem: Thamira Bastos

“Vocês estão todos ferrados”

 

“Vocês estão todos ferrados”. Foi essa a afirmação mais bem-humorada da noite de quinta passada. Dita pelo fotógrafo Eugênio Sávio na mesa de debates da Secom, trata da infografia e da exigência para com o novo profissional do jornalismo.

A mesa intitulada “Aspectos Visuais da Reportagem” contou ainda com a presença da editora de arte da Superinteressante, Renata Steffens; do jornalista Alexandre Rodrigues; entre outros. A discussão – diga-se de passagem, muito bem organizada – propôs aos presentes uma reflexão sobre as novas exigências do mercado e como os novos jornalistas irão lidar com as novas ferramentas midiáticas.

O que ficou evidente após o lançamento de idéias e questionamentos sobre o uso da infografia é que ela tem o papel de complementar, rápida e visualmente, o que não necessariamente precisa ser dito no texto. “Na infografia, temos a tradução de dados compostos para o simples”, afirmou Rodrigues. Também foi dito pelos componentes da mesa que é necessária uma adequação ao tipo de leitor no momento da criação de infográficos, bem como na criação dos textos jornalísticos.

“Ninguém sabe mesmo, nem quem está fazendo”, disse Renata, quando colocada em xeque as novas tecnologias de informação e a exigência do mercado com os profissionais da área. O irreverente fotógrafo Eugênio Sávio ainda completou dizendo “se a gente começar a falar de mercado, a gente pega e vai embora”.

“Achei a mesa ótima, o tema super pertinente. Os profissionais presentes conseguiram passar informação e deixar o ambiente descontraído e agradável”, revela Thamira Bastos, estudante da Jornalismo.

Os conceitos foram expostos de forma tão prazerosa que as três horas de debate pareciam apenas alguns poucos minutos, assim foi a segunda noite da 3ª Semana de Comunicação da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Texto: Kaio C. Barreto

Fotos: Arthur Medrado