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Cine Festival Inconfidentes traz palestra sobre o uso de softwares livres em animações

Por Maysa Alves

Foto: Davi Machado

Nessa 3ª edição do Cine Festival Inconfidentes, falando de animação digital e em defesa dos softwares livres, Virgílio Vasconcelos ocupou o palco do Teatro SESI Mariana, no fim da tarde do terceiro dia de evento, sábado, 06.10. O professor do curso de Cinema de Animação e Artes Digitais da UFMG ministrou sua palestra com cara de bate-papo, proporcionando aos presentes uma rica aula sobre os recursos disponíveis para o feitio de uma animação.

Virgílio iniciou sua fala mostrando imagens e vídeos das primeiras tentativas de “dar vida” a uma personagem, seguindo depois pela evolução dos desenhos animados e o invento dos primeiros computadores, sem deixar de contextualizar todo o processo empreendido pelos criadores com a realidade tecnológica de cada época mencionada.

No entanto, o assunto que norteou a palestra foi a disseminação de programas de computação que possuem seus códigos abertos para utilização, distribuição e até modificação pelo usuário. Segundo o palestrante, os chamados softwares livres estão cada vez mais presentes: “Muita gente, mesmo sem saber, está utilizando alguns desses programas, como o Facebook, o navegador Mozilla Firefox, e o sistema Android dos celulares”, afirma. Entre os espectadores, o professor de inglês e programador Guilherme Vilela, interessado no tema: “Já usava softwares livres, mas, não sabia tanto sobre eles”, comentou.

Virgílio Vasconcelos encerrou sua participação no evento mostrando o Blender, programa – que pode ser baixado gratuitamente pelo site Blender.org – que dá conta de todo o processo de criação e animação de personagens, e, sobre o qual escreveu, recentemente, um livro-tutorial: Blender 2.5 Character Animation Cookbook.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

A ajuda do software livre na evolução do cinema

Por Jéssica Moutinho

A noite do sábado, 06, foi marcada pela participação de Virgílio Vasconcelos, professor da UFMG, na programação do 3º Cine Festival Inconfidentes. Ele esteve no SESI-Mariana para falar sobre Cinema de Animação e Software Livre. Primeiramente, trouxe um breve histórico sobre a evolução do cinema até os dias atuais, ressaltando que o cinema de animação teve origem em 1892, sendo mais antigo que o cinema normal, que surge em 1895. Também falou do praxinoscópio, aparelho inventado por Émile Reynaud que com a ajuda de um espelho projetava em uma tela maior, imagens que foram desenhadas e coloridas em fitas transparentes.

Até a década de 50 os desenhos eram feitos em folhas de celulóide, já na década de 70, passaram a serem feitos em computadores, até então usado somente para fazer coisas repetitivas. Um segundo de animação equivale a 24 desenhos, sendo o efeito obtido pela sucessão de imagens.

LIVRE – Dizer que um software é livre, não significa dizer que ele é gratuito. A palavra “livre” é atribuída aos programas que podem ser utilizados, compartilhados e modificados para haver melhorias, lembra Virgílio, citando o sistema Android e o navegador Firefox como exemplos. Além deles, programas gratuitos como o Gimp (editor de fotos), Lightworks (editor de vídeo) e o Blender (editor de imagens em 3D) são especialmente importantes na produção cinematográfica: “O Blender é gratuito justamente para ser usado por muitas pessoas, e até em filmes, testando até onde o programa consegue chegar e também para ver o que precisa ser melhorado, atualizado ou até mesmo mudado no programa” ressalta o professor, e conclui que: “Hoje conseguimos com poucos recursos produzir cinema, e sem as restrições que tínhamos a 20 anos atrás”.

Virgílio Vasconcelos atua na UFMG na área de Cinema de animação e artes digitais e é autor do livro Blender 2.5 Character Animation Cookbook, que traz em 50 tutoriais de como usar esse programa. Veja alguns trabalhos do professor em seu site.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Cinema de animação e software livre tornam acessível a produção cinematográfica

Por Roberta Nunes

A palestra sobre Cinema de animação e software livre foi ministrada pelo professor do curso de Cinema e Artes Digitais da Universidade Federal de Minas Gerais, Vírgilio Vasconcelos. A história do cinema, das animações e os recursos e aplicativos da área foram tema no palco do SESI Mariana, na tarde de 06 outubro, durante o 3º Cine Festival Inconfidentes. Por meio do software livre torna-se acessível ao público a criação de animações, curtas, jogos e até mesmo filmes.

Os software livres são programas de computador cujo código-fonte é disponibilizado para o uso, a cópia, o estudo e o melhoramento. Mais comuns do que se imagina, o sistema operacional Android, o Facebook e o Mozila Fire Fox são exemplo deles. Apesar de chamá-los de software livres, nem todos são gratuitos. A liberdade dele está associada a possibilidade de modificá-los conforme as necessidades do usuário.

Disney, Pixar e Sony são algumas empresas que disponibilizam seus programas, ou aplicativos. Se é preciso texturizar as imagens, há o pTex, pode-se editar fotos com o GIMP, editar vídeos com o Ligh Works e, por fim, usar o programa que cria animações, e até mesmo jogos profissionais, o Blender. A especialidade do professor Virgilio Vasconcelos com este último o fez escrever o livro Blender 2.5 Character Animation Cookbook, onde há 50 tutoriais explicando como dar vida aos personagens.

Para a estudante de jornalismo, Lorena Silva, 21, a temática da palestra chamou a atenção: “O interesse na palestra veio pelo tema que falava sobre animação, mas saber como é produzido também foi muito interessante. Eu já conheço e utilizo alguns software livres, mas não sabia deles na produção do cinema. O palestrante, à medida que falava, mostrou as animações e os efeitos, o que foi bem bacana”, afirma.

O professor Vírgilio Vasconcelos esclarece que o processo de produção das animações é simples: “qualquer pessoa tem acesso aos aplicativos e há muitos tutorias disponíveis na internet”. Para os interessados em criar jogos também há esta facilidade, pois ele afirma que o programa vem com os mecanismos de jogos integrado: “Quem tem uma habilidade com desenvolvimento de jogos consegue criar coisas incríveis, pois o uso do Blender para protótipo de jogos é bem simples”, completa.

O penúltimo dia do Festival Inconfidentes contou com público reduzido, o que transformou a palestra em um bate-papo, mas com muito conhecimento partilhado. Os interessados em conhecer mais sobre o processo de criação de animação no cinema e em produções separadas, no site do palestrante há diversos vídeos e também o livro disponível para compra.

Veja uma compilação dos trabalhos de animação de Virgilio Vasconcelos:

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Inconfidentes recebe Virgílio Vasconcelos

Por Bárbara Monteiro

Virgílio Vasconcelos no Inconfidentes. / Foto: Marllon Bento.

No terceiro dia de Cine Festival Inconfidentes, sábado, 06, o evento recebeu, no teatro do SESC de Mariana, Vírgilio Vasconcelos, professor do curso de Cinema de Animação e Artes Digitais da UFMG. Em pauta o progresso da animação e a tecnologia como aliada para a evolução nesse campo. O convidado falou também sobre software livre, uma maneira de transformar uma ideia em realidade e compartilhá-la com o resto do mundo, podendo melhorar o programa no qual se trabalha. Para Virgílio, essa interação é essencial: “Podemos fazer hoje o que não se fazia há 20 anos através do compartilhamento de idéias”. Ao ser questionado sobre os desenhos antigos comparados aos atuais, o palestrante destaca:” Acho que falta sim um pouco de graça nos desenhos atuais, principalmente comparado aos da década de 50 e acredito que isso se dá pelo controle exercido sobre produtores que antes eram mais livres ao criar”. Para o professor, hoje há “menos entraves técnicos, mas temos mais entraves políticos na animação”.

O estudante de jornalismo Davi Machado, presente ao encontro com e Vírgilio Vasconcelos, disse já ter ouvido falar em softwares livres, porém não sabia que a animação poderia ser tão acessível através dessa ferramenta, relatou.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.