Tecnologia e as novas formas de “ler” um jornal

por Gustavo Kirchner Ferreira

Em meio a muitas mudanças tecnológicas, um novo mundo a ser desvendado por novos jornalistas e, até mesmo, novas formas de se fazer jornalismo, Priscila Borges, professora do curso de jornalismo da UFOP. Na área de planejamento visual, fala sobre as novos desafios que a profissão já enfrenta e enfrentará em um futuro não muito distante.

“O jornalismo tem passado por várias mudanças, o impacto da tecnologia hoje é muito forte, talvez a mudança mais evidente nos últimos anos.” este é um paradigma com que a professora convive e debate. Ressalta também que “todas as formas de fazer jornalismo mudaram”, pois com a internet tudo teve de ser adaptado, textos não são mais tão profundos quanto os de revista ou jornais, telejornais apresentam características bem mais críticas e informatizadas do que antes, o próprio público tem muito mais participação em assuntos que são de seu interesse, podendo fazer uma crítica ao tema segundos depois dele ser postado em algum portal. Resumindo, tudo precisou ser repensado e adaptado para essa nova forma que chegou e determinou seu espaço.

Falando um pouco de sua área de atuação, a professora lembra que antes a montagem de uma página de jornal era totalmente manual, o que demandava muito tempo e esforço, hoje essa montagem pode ser feita totalmente no computador, com uma velocidade muito superior aos tempos passados. As possibilidades alcançadas hoje com a informatização das redações são infinitamente maiores do que as de tempos passados, são mudanças como: sobrepor fotos e textos, determinar tamanhos e limites, artifícios aprimorados com o uso dessa ferramenta que chegou para ficar.