Perspectiva e análise do jornalismo por Marta Maia

por Inaê Martins, Natália Goulart, Raquel Satto

“O jornalismo chegou num momento de saturação”, afirma Marta Maia, professora do curso de jornalismo da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), ao refletir sobre o presente e o futuro de seu campo de atuação. Ela atribui essa “saturação” à hegemonia que as empresas jornalísticas detêm sobre os processos de produção do jornalismo e vê nas novas tecnologias um suporte “que possibilita às narrativas transitarem, terem um fluxo maior no interior da sociedade”, ou seja, aquele que era apenas receptor passa a ter sua parte ativa nesse processo.

Nessa perspectiva, ela ressalta que o curso tem a preocupação de compartilhar as informações, sendo mais aberto, seguindo o viés de mostrar aos alunos a pluralidade das formas de se fazer jornalismo, “nós estamos formando jornalistas para o mercado, para a academia, para a pesquisa e para a atuação cidadã”. Também considera importante o momento pelo qual o curso passa: “nós vamos fazer uma reforma curricular pensando a nossa graduação e também em consonância com a pós-graduação” diz Marta ao discutir sobre como o Ciclo de Estudos em Jornalismo, que aconteceu nos dias 28 e 29 de novembro, promoveu reflexões sobre a articulação da pesquisa para se pensar numa possível pós-graduação.

 Para a professora, o Ciclo aconteceu em um momento de amadurecimento em que as experiências e os trabalhos acumulados ao longo de todo o processo de construção do curso se aliam as práticas de constante renovação. “A gente não pode pensar no jornalismo hoje sem olhar pro nosso passado, sem pensar no nosso futuro, tudo está dentro dessa perspectiva”.