“Digital e impresso conversam numa boa”

Por Aprígio Vilanova, Bianca Bueno e Tamara Pinho

“O I Ciclo de Estudos em Jornalismo foi um momento importante para o crescimento dos professores e do curso como um todo e, como conseqüência, para os alunos. Fica a certeza de que estamos no caminho certo”, afirma o professor Fabricio Marques, do curso de Jornalismo da UFOP. Esse tipo de evento contribui imperiosamente para a formação de profissionais versáteis sendo necessário, segundo o professor “formar profissionais do jornalismo, que a partir daí escolherão seu caminho: como pesquisadores ou profissionais voltados para o mercado”

O professor fez um breve histórico das mudanças que ocorreram no campo de pesquisa do Jornalismo, lembrando que em 2013 serão comemorados 50 anos de fundação, em Recife, do Instituto de Ciências da Informação. Para ele, o ensino de jornalismo mudou muito e nesses últimos 20 anos cada vez mais é possível ver a pesquisa incorporada ao ensino, “o que só traz benefícios para os estudantes e os professores”, argumenta. O professor acredita que mais importante que a obrigatoriedade do diploma de Jornalista para o exercício da profissão é a preocupação em formar excelentes jornalistas, que interfiram de modo positivo na sociedade.

Acreditando que estamos na pré-história da era digital, chega a ser arriscado fazer qualquer previsão sobre os rumos que o jornalismo terá nos próximos anos, define Fabrício. Questionado acerca do futuro do jornal impresso, ele afirma não pensar muito em termos de suporte: “O que temos à disposição são linguagens, e o desafio é procurar usá-las da melhor forma possível. Costumo dizer que a crise não é do jornalismo, mas do modo como ele é feito. Como lembrou Marcos Palacios (professor da Universidade Federal da Bahia – UFBA e um dos palestrantes do Ciclo), McLuhan já dizia, em 1968, que não existe uma mídia isolada. Digital e impresso conversam numa boa”.