Versatilidade, a marca do novo jornalismo

Por Bruno Arita, Charles Santos e Sarah Gonçalves

Mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais pelo CPDOC, Verônica Soares da Costa, 26 anos, é professora do curso de jornalismo e compõe a assessoria de comunicação institucional na UFOP. Questionada sobre o novo perfil do profissional do jornalismo, a professora ressalta a importância da especialização do comunicador em diversas áreas como economia, política, eventos culturais, história.

De acordo com a professora, o conhecimento histórico é inerente ao meio jornalístico. Com isso a produção da notícia adquire mais qualidade e credibilidade pois o profissional se fundamenta  no seu capital cultural. Unido a isso e baseada em seu mestrado em Bens Culturais e Projetos Sociais, Verônica afirma: “É uma formação da qual os jornalistas devem se preocupar em aprofundar-se pois um bom jornalismo é feito com contextos históricos e entender da história do próprio país e das situações que já vivemos no mundo é um valor de conhecimento que o jornalista possui e também aplica a todo momento enquanto ele está produzindo algo”.

A jovem professora faz parte dos novos profissionais que a UFOP está contratando para agregar novos valores como ela mesmo cita: “Uma vantagem que eu vejo aqui no curso da UFOP é que, por ser novo, existe uma energia positiva que chega de novos professores,  gente que chega com muitas ideias e que encontram um espaço propício para desenvolver projetos que talvez em outros lugares não sejam tão fáceis de serem desenvolvidos. Isso traz pro curso um perfil diferente, bastante inovador e de experimentação de coisas novas”.

Para Verônica, o curso de comunicação da UFOP vem mostrando ao longo de seus 4 anos de existência uma pluralidade nos campos de atuação e no compartilhamento de saberes. O Ciclo de Estudos foi idealizado com foco na troca de experiências com pessoas da área que estão no mercado a mais tempo.

“Principalmente pelo curso ser jovem, acho louvável a iniciativa de trocar ideias com pessoas que já estão a mais tempo no mercado e, por isso, possuírem mais experiência. Por isso, só vejo pontos positivos e espero que haja outros ciclos em breve pra trazer mais gente e agregar mais pessoas nesse diálogo.”