Helvécio Ratton participa de debate em Mariana

Por Ana Paula Abreu

Foto: Ana Paula Abreu

Quem esteve no Teatro e na Galeria SESI – Mariana na noite do segundo dia da 3ª edição do Cine Festival Inconfidentes pode conhecer mais de perto o trabalho do cineasta Helvécio Ratton, homenageado do Festival. O cineasta participou do lançamento da Exposição Pulsando Quimeras – Contextualizando Helvécio Ratton e logo depois esteve presente na exibição de seu longa Batismo de Sangue, diálogando com o público sobre as percepções a respeito do filme.

Entre os espectadores estavam muitos estudantes da cidade. Miguel Pereira era um deles. Ele cursa História e se interessou pelo filme por tratar da ditadura militar, assunto que considera ainda não totalmente explorado.

O estudante de ensino médio Taíde Souza, da Escola Monsenhor José Horta, contou que ele os outros colegas de sala se reuniram a pedido da professora de história a fim de conhecer mais sobre a ditadura militar no Brasil. Segundo Taíde, o filme “parece muito real, esclarece muitas coisas  sobre aquele período”.

No debate, Ratton contou sobre a dificuldade de produzir o filme: “nós recriamos o que aconteceu, e foi uma realidade difícil. Por isso fazer o filme também não foi nada fácil”.  Afirmou ainda que teve a oportunidade de conversar com torturadores da época, mas optou por não fazê-lo, pois queria contar a história pela visão do torturado. O cineasta encontrou resistências no desenvolvimento do trabalho pelo fato de a ditadura militar ser um tema pouco abordado no Brasil. Mas, afirma, “a melhor forma de superar os fatos é conhecê-los a fundo”.

Ao final do debate, o cineasta deu uma prévia sobre o provável tema de um de seus próximos trabalhos: o consumismo desenfreado.

 * A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.