Política às claras

Professores de Comunicação dirigem palestra sobre o jornalismo político e seus riscos

No último dia da Secom, aconteceu a Mini-palestra sobre Jornalismo Político, ministrada por Marcelo Freitas, jornalista e professor da Faculdade Estácio de Sá, em Belo Horizonte, e Hila Rodrigues, jornalista e professora da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Ambos já trabalharam no jornal Estado de Minas.

Para iniciar a palestra, eles usaram o exemplo do caso ocorrido em agosto de 2001 sobre o salário dos deputados estaduais mineiros. Marcelo deu exemplos de deputados que denunciaram depósitos extras em suas contas bancárias nos anos de 1994 e 1999. O interesse para a investigação partiu de uma declaração do deputado Aécio Neves em 2001 dizendo que “ bom mesmo era ser deputado estadual em Minas”.

Hila e Marcelo dividiram as etapas do noticiário em 5 que são: a publicação da informação, a reação popular, novas denúncias, o reconhecimento do erro e o acordo com o Ministério Público. A primeira matéria publicada do caso mostrava a declaração do Imposto de Renda de um deputado. A reação popular foi de condenação dos deputados, já a dos deputados foi que com tempo a notícia perderia força, mas novas denúncias fizeram a notícia “subir as escadas”.

O reconhecimento do erro foi quando a Assembléia decidiu reduzir o salário para R$ 27 mil, mas nas pesquisas de Hila esse salário era inconstitucional. Sendo assim, foi feito um acordo com o Ministério Público de redução para R$ 18 mil.

Hila falou sobre quando uma quebra de off pode ou não ser feita. Também falou sobre compra e venda de informação. Quando perguntado sobre os riscos da profissão, Marcelo diz que existem riscos em todas as áreas do jornalismo, mas que no político esse risco é mais claro. Já a questão de posição partidária dos jornais ele diz que essa deveria ser transparente e não mascarada.

Texto e foto: Geovani Barbosa Fernandes