Arquivo mensais:outubro 2012

Longa de Helvécio Ratton discute comunidades e meios de comunicação

Por Gabriela Ribeiro da Costa

A exibição do longa-metragem “Uma onda no ar” fez parte das homenagens ao cineasta mineiro Helvécio Ratton no Festival de Cinema Inconfidentes, encerrando a programação de sábado (06) no SESI Mariana. O filme é inspirado na história da Rádio Favela FM, de Belo Horizonte, e mostra a importância da comunidade se apropriar dos veículos de comunicação para o seu desenvolvimento.

Para o professor de telejornalismo da UFOP Adriano Medeiros, organizador do evento, a exibição do longa foi uma aposta para um processo de aproximação do público: “É um facilitador, um certo espelhamento como acontece, por exemplo, no telejornalismo: eu vejo um primo em um telejornal e vou querer assistir mais aquela reportagem por que aquilo de certa forma nos liga”, explica.

“Uma onda no ar” foi escolhido também por estar relacionado ao curso de jornalismo. Adriano fala que já até mesmo usou o longa em sala de aula, principalmente por trazer a possibilidade de discussão do uso dos meios de comunicação pela comunidade como um modo de desenvolvimento da própria comunicação, da arte, da cultura e de questões sociais e políticas, conforme é retratado no filme.

O longa conta a história de quatro jovens amigos que vivem em uma favela de Belo Horizonte e têm o sonho de criar uma rádio que seja a voz do local onde vivem, no entanto, obstáculos como o tráfico e até mesmo a morte impedem alguns deles de alcançarem esse objetivo. Quando a Rádio Favela é finalmente criada, mesmo ilegalmente, conquista a todos os moradores por sua programação incomum. O sucesso da rádio comunitária repercute fora da favela, trazendo também inimigos para o grupo, que acaba enfrentando a repressão policial para o fechamento da rádio.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Diretor de “Batismo de Sangue” participa de conversa no Festival Inconfidentes

Por Livia Ciccarini

A exibição do longa “Batismo de Sangue”, durante o Cine Festival Inconfidentes, contou com a presença do diretor e roteirista do longa, Helvécio Ratton, fechando a programação da sexta-feira, 5, segundo dia de evento. Após a sessão, a platéia teve a oportunidade de conversar com o diretor, que subiu ao palco para contar sua experiência durante as gravações do filme que fala sobre o período da Ditadura Militar no Brasil sob o ponto de vista dos torturados, um deles, Frei Betto, autor do livro utilizado como obra-base para a criação do filme.

Ratton, homenageado do Festival, respondeu perguntas da platéia e na presença de professores e alunos da Universidade Federal de Ouro Preto, abordou assuntos relacionados a produção de seus longas e a perda de arquivos relacionados a ditadura.

Para Anderson Mederios, 28, professor de jornalismo na UFOP e diretor de produção do Inconfidentes, conversar com Ratton foi uma possibilidade de abrir os olhos e desmistificar suas opiniões sobre o filme “Batismo de Sangue”: “Achei uma oportunidade interessante conversar com quem está no mercado produzindo. Eu, que ainda não havia assistido ao filme e trabalho com comunicação e cinema, aprendi muito”, afirma.

A conversa que durou cerca de uma hora e meia e também foi avaliada como proveitosa pela estudante de Jornalismo da UFOP Isadora Lira, 19: “Além de ter contato com o universo do cinema, foi uma grande oportunidade de conhecer mais sobre uma parte triste da história do nosso país”, explicou.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Coral marianense Tom Maior anima o Festival

Por Éllen Rosa

Coral Tom Maior. Foto: Éllen Rosa.

A exposição Pulsando Quimeras, textualizando Helvécio Ratton, lançada no segundo dia do Cine Festival Inconfidentes, sexta, 05, segue até o dia 21 na Galeria do Sesi, podendo ser visitada  das 9h às 19h. Ratton foi o cineasta homenageado desse ano no Festival.

Antes do lançamento da exposição o Coral Tom Maior, do Conservatório de Música Mestre Vicente Ângelo das Mercês, se apresentou no espaço. O coral é formado por adolescentes e jovens de Mariana, regido por Adeuzi Batista Filho. A apresentação foi muita animada e contagiou o público com as músicas.

O grupo sempre se apresenta em ocasiões festivas e culturais de Mariana e região. Também já participou de apresentações com corais internacionais. Karla Mendes de Morais, 19 e Vilmara de Assis, 17 são integrantes há 5 anos do grupo e ficaram felizes por abrir a exposição: “é muito bom participar de qualquer evento. Assim, públicos diferentes conhecem o coral”, afirmou Karla.

Bruna Viana que estava no teatro já assistiu outras apresentações do grupo: “é sempre muito bonita, tem músicas emocionantes, parece que estão cantando pra gente’’.

Helvécio Ratton homenageado com exposição no SESI Mariana-MG

A abertura contou a a presença do próprio diretor que esteve na cidade para o Cine Festival Inconfidentes 

Por Livia Ciccarini

Homenageado pelo Cine Festival Inconfidentes, o diretor mineiro Helvécio Ratton conferiu pessoalmente a abertura da exposição sobre suas produções cinematográficas que aconteceu antes da exibição do longa “Batismo de Sangue”, na sexta-feira, dia 5 de outubro. Além do diretor, os professores do curso de Jornalismo da UFOP Juçara Brittes e Adriano Medeiros participaram do evento.

Junto com o público, Ratton olhou atentamente fotografias e documentos de seus filmes. Objetos de diversas produções também foram cedidos pela produção dos longas para serem exibidos em Mariana, mostrando aspectos da realização de longas como “O Menino Maluquinho”, “Batismo de Sangue” e “Uma Onda no Ar”, todos exibidos no festival de cinema.

O historiador e mestrando Dalton Sanches, 33, conferiu a exposição ao lado do diretor e disse ter tido uma experiência proveitosa e agradável: “Não é sempre que temos a oportunidade de ver uma exposição ao lado do próprio homenageado. Ainda mais do Helvécio, que está inserido no circuito internacional de cinema. Além disso, a exposição retrata momentos importantes da história brasileira contada nos longas do diretor”, contou.

O professor Anderson Medeiros, 33, diretor de produção do Cine Festival Inconfidentes, vinculado ao curso de Jornalismo da UFOP, acredita que o evento é mais uma forma de desenvolver os laços com a população de Mariana, pela presença do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas na cidade: “É importante retribuir aquilo que a sociedade nos confiou com a construção do ICSA na cidade, em especial pelo fato do curso de Jornalismo estar aqui”, completou.

Após conferir a exposição Ratton assistiu com o público presente o longa “Batismo de Sangue”, participando, a seguir, de um debate. O Cine Festival Inconfidentes contou com a exibição de curtas e longas, palestras e oficinas, realizadas de 4 a 7 de outubro, no SESI Mariana-MG e no ICSA. O projeto é uma realização da UFOP e a apoiadores da cidade. Já a exposição sobre o trabalho de Ratton pode ser conferida até o dia 21 de outubro.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Ganhar ou perder, mas sempre com democracia

Por Caio César de Souza Gomes 

Imagem: Wikimedia Commons.

O ano é 1984 e o craque Sócrates conclui sua transferência para o Fiorentina, da Itália. Era o fim de uma era que marcaria pra sempre seu nome na história do futebol e também da política Brasileira. O craque, um dos idealizadores do projeto da Democracia Corinthiana prometera ficar no Brasil caso fossem reinstauradas as eleições diretas para presidente do país, fato este que não se consumou. Esta é a história contada pela curta “Ser Campeão é Detalhe – A Democracia Corinthiana”, exibido no 3º Cine Festival Inconfidentes.

O público presente no Teatro SESI não era lá uma multidão em dia de jogo no estádio do Pacaembu, mas o encanto com as jogadas dos craques Sócrates, Zenon, Casagrande que iam aparecendo, umas atrás das outras, provocavam suspiros e risos. Mas o curta, no fundo de sua construção, passava, na verdade, o período ainda conturbado da política Brasileira. E de como aquele time, construído no início de 1981, tentava de alguma maneira defender o cidadão Brasileiro que ainda sofria com a Ditadura Militar. O futebol é um exercício de liberdade, dentro e fora de campo. E a Democracia Corinthiana é a expressão mais viva disso.

Isadora Moreira, estudante da UFOP, surpreendida com o viés político do curta diz que “o documentário foi além da dimensão esportiva ao mostrar o engajamento dos jogadores durante o político ditadorial”, e complementa: “a democracia corinthiana é mais do que um trabalho audiovisual com foco esportivo”. Já Guilherme Braga, também estudante, não deixou de comparecer ao Teatro com sua camisa do Corinthians e de demonstrar seu orgulho e paixão: “o documentário veio pra demonstrar o quanto o Corinthians atinge esferas além do futebol brasileiro. É uma ótima chance de entender o quanto aquele time tentou e conseguiu ajudar no processo de reabertura política do Brasil”.

Inconfidentes faz exibição do documentário “Me respeita!”

Por Rayssa Amaral

O Festival Inconfidentes teve em sua programação a Mostra Ouro da Casa, onde foi exibido o documentário Me Respeita!, produzido pelos alunos do curso de jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto. O documentário surgiu da ideia de explorar a questão da homofobia, em decorrência de um episódio envolvendo comentários homofóbicos e sexistas na página do Instituto de Ciências Sociais e Aplicadas no Facebook em 2011. A mobilização dos alunos contra o preconceito trouxe o incentivo necessário para abordar o assunto.

Ricardo Maia e Matheus Maritan, realizadores do documentário, participaram da sessão. Segundo Ricardo, a equipe enfrentou alguns desafios da realização do projeto: “Tivemos muitas dificuldades com os equipamentos, prazo curto para a execução e para fazer a construção da linguagem. Não queríamos mostrar os homossexuais como vítimas, mas sim a realidade em que vivem”.

A exibição do documentário foi uma oportunidade de continuar divulgando o trabalho, que já teve mais de 3 mil visualizações no canal de vídeos YouTube.

Para Matheus, a ideia que pretendiam passar foi contemplada: “se uma pessoa mudar seu pensamento, sua percepção sobre esta questão, ficaremos satisfeitos”, disse, ressaltando a repercussão não só na comunidade acadêmica mas em âmbito nacional e internacional. “Em nome de toda a equipe estamos felizes de poder participar da 3° edição do Inconfidentes”.

Assista Me respeita!

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Helvécio Ratton participa de debate em Mariana

Por Ana Paula Abreu

Foto: Ana Paula Abreu

Quem esteve no Teatro e na Galeria SESI – Mariana na noite do segundo dia da 3ª edição do Cine Festival Inconfidentes pode conhecer mais de perto o trabalho do cineasta Helvécio Ratton, homenageado do Festival. O cineasta participou do lançamento da Exposição Pulsando Quimeras – Contextualizando Helvécio Ratton e logo depois esteve presente na exibição de seu longa Batismo de Sangue, diálogando com o público sobre as percepções a respeito do filme.

Entre os espectadores estavam muitos estudantes da cidade. Miguel Pereira era um deles. Ele cursa História e se interessou pelo filme por tratar da ditadura militar, assunto que considera ainda não totalmente explorado.

O estudante de ensino médio Taíde Souza, da Escola Monsenhor José Horta, contou que ele os outros colegas de sala se reuniram a pedido da professora de história a fim de conhecer mais sobre a ditadura militar no Brasil. Segundo Taíde, o filme “parece muito real, esclarece muitas coisas  sobre aquele período”.

No debate, Ratton contou sobre a dificuldade de produzir o filme: “nós recriamos o que aconteceu, e foi uma realidade difícil. Por isso fazer o filme também não foi nada fácil”.  Afirmou ainda que teve a oportunidade de conversar com torturadores da época, mas optou por não fazê-lo, pois queria contar a história pela visão do torturado. O cineasta encontrou resistências no desenvolvimento do trabalho pelo fato de a ditadura militar ser um tema pouco abordado no Brasil. Mas, afirma, “a melhor forma de superar os fatos é conhecê-los a fundo”.

Ao final do debate, o cineasta deu uma prévia sobre o provável tema de um de seus próximos trabalhos: o consumismo desenfreado.

 * A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Crianças no Festival Inconfidentes

Por Rayssa Amaral

As tardes do 3º Cine Festival Inconfidentes, nos dias 6 e 7 de outubro, foram marcadas pela presença das crianças na Mostra Futuro. Foram exibidos sete filmes para crianças “de todas as idades”. Em Ouro Preto a Mostra contou ainda com uma sessão de desenhos após as exibição, sendo a programção de maior público no Festival.

Anderson Medeiros, professor do curso de jornalismo e diretor de produção do festival falou sobre a ideia de fazer uma programação especifica para o público infantil: “Desde a primeira edição fazemos essa Mostra e temos grande satisfação. É uma forma de expressarmos gratidão as comunidades de Ouro Preto e Mariana que acolhem a universidade, agregar da melhor forma possível a comunidade ao meio acadêmico, e essas crianças em algum momento estarão ligados a universidade, seja por projetos de extensão ou como futuros alunos”.

O menino Maluquinho: o filme, de Helvécio Ratton, foi a sensação entre as crianças. Bianca Bueno, aluna de jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto falou da importância da participação do público das cidades no evento: “A comunidade participar e ser presença ativa no Festival é muito importante, mostra o reconhecimento do esforço e empenho da equipe e do trabalho que vem sendo desenvolvido pela universidade. O resultado positivo da Mostra é muito gratificante”.

Outros filmes que fizeram sucesso entre as crianças foram Do lado de fora, de Paulo Vinícius e Matheus Peçanha; Eram os deuses extraterrestres?, de Cacinho; Missão Estelar, de Raphaela Teles; O reino do chocolate, de Rafael Jardim; Pequenas Histórias, de Helvécio Ratton e L , de Thais Fujinaga.

Quem conta um conto, aumenta um ponto

Por Thiago Barbosa

Contar uma história é como dar mais uma volta no parafuso, e para um parafuso ficar firme, muitas histórias precisam ser contadas. Nesse espírito é que Pequenas Histórias foi exibido na tarde de domingo, 7.10, no Teatro Sesi de Mariana pelo Cine Festival Inconfidentes.

Na varanda de uma casa na fazenda, uma senhora (Marieta Severo) conta suas fábulas mágicas e engraçadas. O casamento do pescador com a sereia Iara, interpretada por Patrícia Pillar; o coroinha da igreja que vê a procissão das almas; o Papai Noel (Paulo José) e o menino de rua; e as Aventuras de Zé Burraldo (Gero Camilo).

A cada história, com cerca de 20 minutos, o público seguia com as risadas. A menina Marina, 12 anos, disse que a história que mais gostou foi a do Zé Burraldo: “ele era muito atrapalhado”. E afirmou ter se emocionado com o Papai Noel, já que era “uma história que tocava o coração”. E de fato Marina estava certa em relação às histórias, pois a do Papai Noel e o menino de rua foi a que mais causou murmúrios de emoção. E Zé Burraldo foi, disparada, a história que mais fez a meninada presente rir.

Osmar Lopes, estudante de jornalismo da UFOP, esteve presente na exibição dos filmes fez coro nas risadas: “foi legal ter uma tarde em que a programação do festival fosse dedicada somente às crianças, pois elas se impressionam fácil, e dando uma amostra do cinema nacional voltado para esse público, fica mais fácil de fazê-las acreditar no potencial do país e dos profissionais”, afirmou.

 * A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Domingo para crianças de todas as idades

Por Mateus Franco

No domingo de eleições municipais em todo Brasil, 07.10, a população de Mariana teve a oportunidade de acompanhar exibição de filmes destinados a crianças de “todas as idades”. Enquanto muitas pessoas aguardavam o início da apuração dos votos, algumas acompanhavam a sessão realizada no Sesi de Mariana. A platéia contava com crianças acompanhadas de seus pais e e alunos da UFOP, platéia atenta e aproveitando o momento de diversão.

Nos filmes exibidos, além de humor, mensagens educativas e de reflexão. João Gabriel Nani, estudante de jornalismo da UFOP, afirma que os filmes exibidos são importantes pela forma como são transmitidas os temas em foco, principalmente para as crianças. Ele acredita que o filme pode desempenhar um papel de extrema importância na formação das crianças, que refletirá na fase adulta.

Foram exibidos o Curta L, com direção de Thais Fujinaga, que narra a história de uma menina de 11 anos que não gosta do tamanho de seus pés e se torturava com sapatos apertados. Ao conhecer um menino descendente de chinês, que também não gosta da própria aparência, passa a ter outra visão de seu complexo. Além dele, Pequenas Histórias, fita que traz uma dona de casa narrando várias histórias como o casamento de um pescador com o ser mitológico Iara, de um coroinha da Igreja que vê a procissão das almas, o encontro de Papai Noel com um garoto de rua e as histórias de Zé Burraldo.

Esta última, as aventuras de Zé Burraldo, foi a que mais arrancou risos da platéia. Bruno Henrique, 11 anos, contou que a parte que mais gostou foi quando o Zé Burraldo cortou o galho da árvore em que estava sentado e achou que tinha morrido quando caiu no chão, por exemplo.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Homofobia é tema de documentário no Festival Inconfidentes

Por Israel Marinho

Dentro da programação do quarto e último dia do Festival Cine Inconfidentes, domingo, 7, foi exibido no Cine Vila Rica, em Ouro Preto, o documentário “Me Respeita!”, produzido por alunos do Curso de Jornalismo da UFOP para a Disciplina “Documentário”, ministrada pelo professor Adriano Medeiros no segundo semestre de 2011.

O documentário mostra relatos, depoimentos e imagens da campanha de conscientização organizada por alunos do ICSA (Instituto de Ciencias Sociais e Aplicadas) no segundo semestre de 2011, em decorrência de comentários homofóbicos postadas em uma rede social. Na época, diversos debates e assembleias foram organizadas pelos alunos.

Segundo um dos produtores do documentário, Mateus Meireles, aluno do sétimo período do curso, o tema já tinha sido escolhido para o documentário quando houve o incidente, que acabou contribuindo para o debate que a produção do filme queria promover. Segundo ele, a procura por fontes foi muito dificil, mas o trabalho valeu a pena: “Não são todos que estão dispostos a falar deste assunto, ainda é tabu para muitos”, conclui.

O pequeno público presente ao cinema aprovou o documentário e a iniciativa dos alunos. Para Júlio Carlos da Silva, 44, é importante que o tema seja mais discutido pela sociedade: “Tenho filhos e sei que um dia eles virão perguntar sobre o assunto. E sei que estarei mais preparado”, finaliza.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Festival Inconfidentes: público reduzido no domingo de eleições

Por Maysa Alves

O domingo 07.10, dia de Eleições Municipais, fez com que Mariana perdesse sua típica tranquilidade. Enquanto as ruas estavam lotadas de eleitores eufóricos, o Teatro Sesi Mariana contava apenas com um público que não somava vinte pessoas, dos quais muitos eram participantes das equipes de organização e/ou colaboração do Cine Festival Inconfidentes.

A estudante marianense Dara de Oliveira, 16, que acompanhava o namorado, acredita que a falta de quórum se deu devido à pouca divulgação nas escolas: “Na minha escola, por exemplo, não entendemos bem como seria”. Quando perguntada em relação ao tema do evento, disse não se sentir pessoalmente atraída: “e acho que a eleição ofuscaria qualquer temática”, argumentou.

O Cine Festival Inconfidentes é promovido pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) esta foi sua terceira edição. Tem como objetivos exibir da produção audiovisual brasileira de curta, média e longa metragem, criar um espaço de diálogo entre os criadores e o público, além de contribuir para a difusão da cultura, por meio do cinema, gerando uma opção cultural alternativa para as cidades de Mariana, Ouro Preto e região.

O coordenador geral e produtor executivo do festival, Adriano Medeiros, afirmou que “essa foi a experiência mais difícil de contato e aproximação”. Afirmou ainda que “o momento eleitoral talvez tenha chamado um pouco mais a atenção das pessoas do que o festival”.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.