Arquivo mensais:novembro 2011

Mapa de Teóricos

Laio Amaral, Lidiane Andrade e Mickael Barbieri

Mapeamos a nacionalidade dos principais teóricos que influenciam as linhas de pesquisas dos professores de jornalismo da UFOP.

Legenda:

Hila Rodrigues
Joana Ziller
José Benedito Donadon Leal
Marta Maia
Nair Prata
Reges Schwaab
Sônia Pessoa
(P) Endereço profissional


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Localizando na mídia

 

Há pouco mais de três anos o professor  Carlos Alberto de Carvalho foi o responsável pela  disciplina eletiva de “Cinema e Gênero”, no início do curso de Jornalismo da UFOP.  Neste ano, foi convidado pela organização da Secom a dar uma mini-palestra sobre o tema,  com base em sua tese de mestrado que desenvolveu  sobre a relação entre mídia, homofobia e gênero. Estudantes de vários cursos do ICSA estiveram presentes.

Carvalho explicou primeiramente o que é gênero do ponto de vista  teorico e metodológico,  ressaltou também  a relação do termo  no campo da sexualidade,  e como é feita a abordagem da mídia em filmes e tele-novelas. Para exemplificar,  foi exibido o clipe “A  Drag a gozar” uma paródia da música infantil “ A velha a fiar”, com o intuito de mostrar os vários esterotipos existentes,  que produzem as diversidades.

O professor  completou a  evolução de sua pesquisa, a partir do  interesse em  perceber  a questão da homofobia  na mídia “ O percurso da minha tese,  acabou na pesquisa também de entender a formação das caricaturas gays da TV, do cinema e da internet. Embora,  eu não tenha feito nenhuma pesquisa mais temática, quis entender , como que certos preconceitos hoje  aparecem com um tipo de abordagem e de visão,  que é  diferente daquele mais tradicionais” – disse.

Personagens caricatos no Brasil

Numa análise pela tv brasileira, Carlos destacou o personagem Áureo (André Gonçalves) da novela Morde e Assopra da Rede Globo, como uma caricatura que fugiu do tradicional. Áureo, não esconde para ninguém a sua opção sexual, e apresenta o jeito  afeminado mas no decorrer da trama acaba se envolvendo com uma mulher e tendo um filho. Esse novo olhar, proposto pelo autor Walcyr Carrasco, chamou a atenção do professor que comentou  a história do personagem (caricatura), ressaltando a importância  do texto e dos  bordões  criados que levam a uma reflexão sobre  a  homofobia.

No final da mini palestra ,alguns estudantes comentaram outros casos de personagens caricatos  na Tv e como a homofobia é tratada nas novelas. Para Carlos, “ a homofobia é uma construção” e cabe a cada indivíduo respeitar o outro,  homossexual ou não, para a construção de um mundo melhor.

Vídeo “A Drag a gozar”

 

Texto: Cristiano Gomes

“As coisas boas precisam terminar”

Marcelo Träsel, Daniel Pellizzari, André Czarnobai e Emiliano Urbim fecharam com chave de ouro a última mesa da SECOM, cujo tema foi “O blog como grande reportagem”, tendo como mediadora a professora Joana Ziller, da UFOP.

Träsel,  professor e coordenador da especialização em Jornalismo Digital da Famecos da PUCRS, e Pellizzari, escritor, tradutor e editor, trataram de assuntos técnicos e discutiram o blog como uma importante ferramenta de alcance de públicos específicos, de qualquer lugar do mundo. De acordo com Träsel, “os blogs criaram a possibilidade de se fazer reportagens grandes que não são apresentadas para o leitor num só pacote, uma vez que o formato de reportagens ‘picadinhas’ tem se disseminado”.

Na opinião de Träsel, apesar de funcionais, os blogs vêm sendo canibalizados por outros meios de comunicação e redes sociais, uma vez que não são considerados práticos, pois devem ser atualizados regularmente. Além disso, outros canais vêm sendo criados para facilitar a interação entre vídeo, texto, foto e outras mídias, que garantem rápidas edições e podem ser acessados de dispositivos móveis.

Czarnobai, jornalista e roteirista, é mais conhecido como Cardoso devido ao sucesso de seu antigo projeto, o e-zine “Cardoso Online” (http://www.qualquer.org/). O convidado trouxe descontração para a plateia ao fazer uma divertida narração de suas histórias profissionais e sobre a famosa fanzine, que continha pequenos comentários sobre suas preferências artísticas, escritas por ele e mais três amigos, incluindo Träsel. “Foi acidental. Era bom porque a gente não teve medo de errar” – declara Czarnobai.

Urbim,  diretor de redação da revista Galileu, declarou ainda que a possível decadência dos blogs seja pela carência de novas ideias de grande reportagem. “É fácil fazer um blog, mas faltam ideias” – afima o jornalista e editor.

Jornalismo gonzo ainda é possível?

Quando questionado sobre a possibilidade de fazer jornalismo gonzo nos dias atuais, Träsel conta que essa modalidade foge muito da linguagem jornalística objetiva, onde a informação tem precedência sobre o estilo, mas afirma categoricamente: “dá para fazer informação fora do modelo da pirâmide invertida”.

Após a mesa, as cadeiras e os microfones deram lugar ao globo de luz e as caixas de som. Era hora da festa de encerramento, com boate, bebidas e mais diversão garantida.

Texto: Laura Vasconcelos

Imagem: Fafi Firmo

Lidando com a paixão

O torcedor vê jogo de um time só.”

Jornalismo esportivo lida com umas das maiores paixões do brasileiro: o futebol. Odilon Amaral, repórter de esporte da Rede Globo, diz que “é complicado mexer com o fanatismo dos torcedores”. Para ele, não existe fórmula para contar as histórias, o ideal é utilizar os recursos audiovisuais, as informações consistentes e uma narrativa atraente. O diálogo deve ser bem roteirizado e ter coerência. “Telejornalismo é uma espécie crônica”, diz Amaral.

Odilon Amaral não pensava em trabalhar com esporte. Fez até o último ano do curso de economia e largou para fazer jornalismo, pretendendo trabalhar no jornal impresso e no caderno de política, mas, foi convidado a trabalhar na Rede Record e, um tempo depois, foi para a Rede Globo. Afirma que o que mais o frustra é quando tem uma boa história e não consegue contar.

Segundo o repórter esportivo a utilização de recursos audiovisuais, como arquivos de TV, videografismo, referência cinematográfica, áudio (texto off, diálogo, ruído, som ambiente e trilha sonora), faz com que atenção do telespectador seja atraída. Estes métodos são bons para ilustrar um ponto bonito, uma jogada que marcou o jogo ou um salto espetacular. De acordo com Odilon, “não é necessário ficar preso a uma descrição cronológica, já que o lide pode estar nos 45 minutos do segundo tempo”. E completa: “a criatividade é fundamental, apesar de não poder acrescentar fatos”.

Outra dica que Amaral dá é que o repórter deve buscar se informar, ir a fundo na pesquisa, praticar algum esporte para que fique mais fácil falar sobre os diversos assuntos, ser criativo e ter um bom relacionamento com seu cinegrafista. Em algumas situações será ele quem vai pegar o melhor detalhe para a notícia.

Texto e imagem: Júlia Mara Cunha

Oficina de Edição de Vídeo é uma oportunidade aos alunos de jornalismo de complementarem sua formação

Por Mayara Coutrim e Cibele Souza

Para quem tem interesse no curso de Comunicação Social, uma atividade ainda pouco explorada pelos profissionais da área é a edição de vídeo. Visando a importância desta função, a Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP trouxe para a III SECOM uma oficina de edição de vídeo, ministrada pelo jornalista e assistente administrativo da UFOP Thiago Caldeira e pelo universitário Fábio Seletti.

O profissional: editor

Através do papel do editor, as reportagens ganham forma. A edição é a parte final da produção audiovisual, é nessa etapa que as imagens e os áudios são colocados em uma ordem, transmitindo com clareza a informação desejada. Thiago Caldeira afirma que “é muito importante o repórter ter uma noção de como o editor vai ver aquela matéria na hora de editar”.

No curso de Jornalismo, a edição não se inclui como disciplina obrigatória, mas é uma atividade que agrega não só conhecimento, como também uma nova visão profissional. Segundo o assistente administrativo, “existem três funções que acabam se confundindo: o cinegrafista, o repórter e o editor. Hoje o mercado está exigindo um profissional que faça os três serviços”, afirma Thiago.

A edição

A oficina foi baseada no programa de edição Adobe Premiere. Foram passadas noções básicas de edição, as ferramentas e suas funções, as etapas da edição e a exportação dos projetos para outras mídias. Segundo Thiago, além de ensinar, “a intenção da oficina era também desmistificar o programa. Quem se depara pela primeira vez com um programa de edição profissional como o Premiere, se assusta”. Os programas de edição geralmente funcionam de forma parecida. Alguns são obtidos gratuitamente, podendo ser baixados de forma fácil e em qualquer plataforma. Thiago garante que para aprender a editar é preciso apenas ter interesse, pois há uma grande disponibilidade de tutoriais na internet, o que facilita o aprendizado em casa.

Confira abaixo os autorais disponibilizados na internet:

- Introdução:

- Parte 1:

- Parte 2:

- Parte 3:

- Parte 4:

Download do Adobe Premier:

http://www.adobe.com/br/downloads/

http://www.baixaki.com.br/download/adobe-premiere-pro.htm

http://www.superdownloads.com.br/download/147/adobe-premiere-pro/

http://adobe-premiere.softonic.com.br/