Arquivo mensais:outubro 2010

Cobertura esportiva é tema da mesa de encerramento da 2ª Secom

Texto: Lucas Lima e Luiza Barufi

Áudio: Allan Almeida e  Mateus Böhme

Fotos: Lincon Zarbietti

Para encerrar a 2ª Secom, uma mesa literalmente redonda foi montada para receber os jornalistas Bruno Favoretto, do jornal esportivo Placar, e Mario Marra, da Rádio Globo/CBN. A conversa foi sobre a cobertura da Copa do Mundo de Futebol de 2010.

Favoretto iniciou o “bate-bola”, comentando o crescimento do investimento nas coberturas das copas. Marra falou das diferenças entre as coberturas das três últimas copas.

Bruno Favoretto contou sobre as dificuldades de se fazer uma entrevista exclusiva. “As assessorias de imprensa estão complicadas, prejudicando as exclusivas. Nós temos que nos contentar com as coletivas”, comentou.

Sobre a utilização de novas mídias, Bruno lembra que no ano de 2002 não havia a convergência de mídia da forma com que ela é proposta agora e aponta como foi positivo o uso de novas mídias. “Eu imagino que em 2014 a mídia estará bem mais avançada”, prevê. Marra concorda. “O Twitter, na copa, foi um grande craque, foi um show e ajudou demais nossa cobertura”, avalia.

Confira o que Bruno Favoretto fala sobre a convergência de mídias e a cobertura esportiva.

Mário Marra avalia a importância da apuração correta independente do meio em que se publica.

Na rodada de perguntas, a dupla foi questionada sobre outras formas de narrativas no jornalismo, tema da mesa da noite anterior. Marra afirmou ser possível fazer uma cobertura esportiva diferente. “O segredo é ser inconformado, não se conforme”, sugere. Para Bruno, o jornalista deve ousar e “tentar dar um olhar diferente para gerar papo de buteco, que é o que a gente quer, e não esse jornalismo maçante e mecânico”.

Finalizando a última noite da Secom, os palestrantes compartilharam com os futuros jornalistas algumas dicas para o exercício da profissão. “Faça algo diferente, especialize-se em algo novo, um blog é uma boa ferramenta institucional”, aconselhou Mário Marra. Arriscar e persistir são os lemas de Bruno Favoretto. “Temos que ser chatos, o não a gente já tem”, concluiu.

Para o aluno do segundo período de jornalismo Rodrigo Toledo, a palestra superou suas expectativas. “Os dois tinham muita coisa interessante para falar. Fecharam com chave de ouro o último dia da semana de comunicação”, afirmou.

Apresentação cultural traz música como disseminadora de aprendizado

Texto: Yasmini Gomes

Foto: Lincon Zarbietti

Independentemente do sexo ou idade, todos, em algum momento, já estiveram ligados a música. Esse estilo ou forma de se expressar é um importante disseminador de ideias, que favorece a expansão do aprendizado e da cultura. Da viola ao violoncelo, da flauta ao saxofone, do tambor à zabumba, seja qual for o instrumento, sua capacidade de unir culturas e difundir novos aprendizados é imensa. Em grande estilo, a última noite da segunda Secom UFOP contou com a presença do grupo de alunos de percussão do Conservatório de Música Mestre Vicente.

Composto por 13 crianças, entre 7 e 15 anos, o grupo tem como regente o mestre Magrão, que ensaia com eles há três meses. Foram apresentadas no repertório três músicas. “Essa é a cultura que a gente tenta espalhar por Mariana, e essa ideia da UFOP deixando a gente se apresentar ajuda bastante. A gente faz isso para que a música permaneça, para que as crianças tenham o que aprender e passem para outras pessoas”, afirmou ele ao final da apresentação.

Economia brasileira foi pauta em oficina

Texto: Marcela Servano

Áudio: Bárbara Andrade e Eloíza Leal

Fotos: Lincon Zarbietti

Dentre os eventos desta sexta-feira, a mini-palestra Conjuntura Econômica abordou a economia brasileira, traçando um panorama desde o presidente Collor até o governo atual. Foi ministrada pelo professor do curso de economia da Ufop Evandro Camargo Teixeira.

No primeiro momento, Evandro esboçou um breve histórico econômico e político nacional. Começando com a instabilidade política do Governo Collor, que levou ao impeachment, passando pela implemantação do Plano Real, pelo então Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso até o cenário atual, para esse ele citou a criação do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) pelo Governo Lula.

Os estudantes presentes puderam compreender por meio desse recorte histórico o contexto econômico e político presente. Atualmente, segundo o professor, a conjuntura econômica do Brasil é favorável, a dívida externa está controlada, e o país tem um crescimento considerável. Sendo assim, quem for eleito o novo presidente terá uma condição diferente dos governos anteriores.

Confira agora os aúdios com a entrevista de Evandro Camargo, que abordam alguns aspectos da economia brasileira, e o seu comentário sobre o plano econômico dos candidatos à presidência da República.

Cinema e Vida aborda o cotidiano de pessoas comuns na mídia

Texto: Sara Oliveira

Áudio: Eugene Franklim

Fotos: Lincon Zarbietti

O último dia da SECOM contou com a mini-palestra Cinema e Vida – procedimentos e abordagens com a doutoranda da UFMG em cinema contemporâneo Clarisse Alvarenga. A apresentação teve início às 14h e discutiu a maneira com que a mídia tem representado a vida das pessoas comuns. Clarisse tratou de algumas questões como o tipo de vida que a mídia tem buscado propor para as pessoas comuns e se o cinema consegue se contrapor a essa imagem criada.

Para isso, a palestrante citou o filósofo Michel Foucault e suas pesquisas que mostram como a vida das pessoas comuns é disciplinada pelas instituições. Ao aprofundar em uma perspectiva histórica sobre a sociedade, sua disciplina ou controle de vida  de acordo com as pesquisas de Foucault, foi possível ter uma ideia de como a câmera inibe ou sugere uma série de posturas dos sujeitos.

Foram usados também exemplos em vídeo como o quadro ‘Mudança Geral’, do Fantástico, que se propôs a acompanhar o cotidiano de uma família de classe média e sugerir mudanças. Os participantes se indagaram, entre outras questões, sobre a necessidade da sociedade contemporânea de se expor. Clarisse mostrou que a mídia acaba tendo um papel de amparo para essas pessoas.

A palestra teve um caráter bastante dinâmico e contou com participação efetiva dos inscritos.

Clarisse Alvarenga explica um pouco da mini-palestra no áudio a seguir.

Historiador fala sobre atuação da imprensa católica em Mariana

Texto: André Luís Mapa

Áudio: Suellen Amorim

Edição de áudio: Isabella Madureira

Fotos: Lincon Zarbietti

Nesta sexta-feira, estudo de 150 anos da imprensa católica foi o assunto de uma das palestras. Oferecida por Diego Omar, professor do Departamento de História da Ufop, A imprensa católica em Mariana foi baseada na temática da tese de seu doutorado.

Diego realiza sua pesquisa a partir do estudo de vários jornais da imprensa católica marianense. O Arquidiocesano, criado em 1846, é um de seus principais objetos de estudo. O jornal praticava o que dentro do clero se chamava de “boa imprensa”. Segundo Diego, essa denominação é decorrente da classificação por parte da Igreja e dos veículos de comunicação que não tinham relação com essa.

No decorrer da mini-palestra, o professor contou um pouco da história do Arquidiocesano, publicado até 1988. O jornal tinha função catequisadora, disseminando valores morais ligados à tradição católica romana, menos liberal. Essa publicação semanal manteve oposição ferrenha a temas como o comunismo, a emancipação feminina e até mesmo a deturpação da língua portuguesa, além de ter apoiado o governo militar.

No áudio a seguir, o professor explica como como a Igreja se utiliza da imprensa como meio de formação e catequese.

O palestrante disse acreditar que a forte influência exercida por esse veículo teve efeito na formação dos valores éticos e morais da tradicional família marianense. “Teve um peso grande, assim como a Folha de São Paulo na formação da família burguesa paulista. Era uma publicação com caráter de catequese e aprofundamento dos valores cristãos”, afirma.

Hoje a imprensa católica marianense é representada pelo jornal Pastoral, criado por Dom Luciano Mendes de Almeida. O atual jornal não tem o mesmo poder moral e político que o Arquidiocesano teve por mais de um século. “O Pastoral é mais informativo, não é doutrinário. Mas é um jornal importante, traz debates interessantes, como o aborto, por exemplo”, disse Omar.

Ricardo Lima estimula sensibilização da audição

Texto: Gustavo Aureliano Silva

Fotos: Lincon Zarbietti

Percepção sensorial foi uma das atividades desta última tarde da Secom. O professor Ricardo Lima conduziu a oficina em que foram apresentados alguns conceitos do ouvir e como essa prática se tornou mecânica atualmente. Para isso, realizou exercícios para aprimorar a percepção dos participantes.

No início da oficina, o professor falou sobre a importância do escutar e como essa ficou esquecida ao longo da história. Apresentou alguns exemplos de como as pessoas perderam o hábito de ouvir. Foram mostrados conceitos relacionados à audição, seguido de uma atividade em que os participantes da oficina ficavam cinco minutos em silêncio e depois descreviam os sons que ouviam.

Para concluir, Ricardo promoveu dois exercícios em que os participantes ouviam uma sequência sonora e a partir dela tinham que criar uma história.

Linhas de pesquisa de docentes são o destaque na última manhã da Secom

Texto: Fádia Calandrini

Fotos: Allan Almeida

O terceiro e último dia de atividades da II Semana de Comunicação começou com a apresentação das linhas de pesquisa dos professores aos alunos do curso de Jornalismo. Treze professores falaram sobre seus caminhos na academia, das 9h às 12h, em um clima de descontração e proximidade entre professores e alunos.

Quinze minutos era o tempo limite para cada professor expor seus estudos já realizados e os que estão em andamento. A professora Adriana Bravin deu início à rodada de apresentações, que seguiu ordem alfabética, e mostrou aos presentes sua metodologia de análise do jornal O Espeto, característico por suas notícias inclassificáveis e o reforço da presença de mitos em Mariana.

Em seguida, a professora Giullie Vieira enfatizou a necessidade de perguntas para que uma pesquisa seja feita. Seguindo a linha de Teoria Social e Práticas Sócio – Políticas, coloca em questão também a união das Ciências Sociais com o Jornalismo. Hila Rodrigues mostrou na sequência um panorama de seus estudos de recepção. Exemplifica com sua experiência em uma escola, o que contribuiu para seguir a temática Formação e Construção de Identidade do Sujeito Jovem.

Sobre as novas tecnologias, a professora Joana Ziller mostrou seu caminho de pesquisa a respeito da qualidade da informação midiática neste cenário e como que a informação nos espaços digitais se configuram. Logo depois, começa a discussão sobre Comunicação Organizacional explorada pelo professor José Benedito Donadon-Leal.

As peculiaridades no sistema informativo da cidade de Mariana foi apresentada por Juçara Brittes, que se enfatiza na cultura e religião local. Dois subprojetos nesta mesma linha também foram apresentados pelas alunas o 5º período Mayara Gouvea e Lorena Caminhas. Marta Maia colocou em foco a relação entre o objeto de pesquisa e o sujeito, também com um aluno do 5º período, Tales Vilela.

A fidelidade do ouvinte de rádio e o webjornalismo foram discutidos pela professora Nair Prata, e logo após, discussões a respeito de tecnologia e mídias digitais foram retomadas pelo professor Ricardo Orlando, que orienta também três alunos do 5º período: Lucas Vasconcellos, Tábata Romero e Beatriz Noronha.

As relações sobre signo sonoro foram expostas pelo professor Ricardo Lima, e valores sociais relacionados à linguagem foram abordados por Ubiratan Garcia Vieira. Representando os professores Adriano Medeiros e Margareth Diniz, os alunos o 5º período Luana Vianna e Rodolfo Gregório apresentaram suas linhas de pesquisa. Luana conta sobre suas experiência com Adriano, que estuda a identidade sócio-cultural de ouro-preto através das fotografias do comércio. Em seguida, Rodolfo apresenta os estudos de gênero através da psicologia e psicanálise.

Encerrando todas as apresentações, a professora Nair Prata sorteou dois livros sobre o rádio aos alunos, que ficaram empolgados com o prêmio. Marta Maia encerrou com o discurso da importância desta atividade para a comunidade acadêmica, pois o tripé Graduação – Pesquisa – Extensão precisa a cada dia ser fortalecido a favor da educação.

Professores sugerem a busca de uma outra narrativa para o jornalismo

Texto: Eloíza Leal, Lucas Lima e Yasmini Gomes

Áudios: Fádia Calandrini e Rayanne Resende

Fotos: Lincon Zarbietti

“Outra Narrativa é possível” foi o tema da mesa desta quinta-feira, 21 de outubro, da Secom, que contou com a presença dos professores Vera França, da Universidade Federal de Minas Gerais, e de Fernando Resende, da Universidade Federal Fluminense. A partir do tema, eles enfatizaram a idéia de que o jornalismo deve ser entendido como uma narrativa, apesar de que nem todos os seus gêneros, como a fotografia, se pautem nesse princípio.

Vera França enfatizou três fases distintas da narrativa no jornalismo. No primeiro plano ela é vista da perspectiva do narrador; cabe a ele criar situações de conflito e unir os laços que vão construir a história dos sujeitos. Em uma segunda etapa, ela é marcada pelo compartilhamento da informação. Por fim, a narrativa é marcada pela tentativa de ter uma linguagem objetiva.

A professora comenta que em todos esses momentos tentar separar a narrativa do narrador é uma grande ilusão do jornalismo. “Narrar é dar sentido as coisas do mundo, estabelecer um andamento. Atrás da narrativa, com maior ou menor evidência, está o narrador”, afirma.

A respeito do enquadramento dos fatos, a professora disse que “narrar um acontecimento é estabelecer sentidos, juntar elementos e tecer uma história”. Ouça um pouco mais sobre isso:

Fernando Resende complementou afirmando que o jornalista deve dar vida aos acontecimentos, aos objetos dos quais falamos e aos sujeitos que nos referimos. Ressaltou ainda que a narração é sempre uma tentativa de se comunicar com o outro, assim o narrar jornalístico está ancorado em fatores sociais e históricos. Produzimos sentidos para que os outros nos entendam.

É nesse contexto que o jornalismo deve ser entendido como cultura. “O jornalista em um tempo tem um papel, em outro tempo possui outro, isso é cultura. Essa dinâmica que está em questão todo o tempo é o jogo cultural”.

Ao questionar se uma outra narrativa para o jornalismo é possível, Fernando Resende citou o filosofo Roland Barthes, “inúmeras são as narrativas do mundo”. O palestrante explicou que para experimentar outros modos na narração, o jornalismo precisa dialogar com a literatura, documentário, quadrinhos e novas mídias. Para ele, esses formatos diferenciados “dão parâmetros para as técnicas narrativas, fazem um cruzamento produtivo entre ficção e realidade e oferecem um deslocamento de formas, um reposicionamento de sujeitos”.

O professor fala mais sobre a diversidade de narrativas no jornalismo:

Fernando Resende exibe documentário realizado no México

Na discussão sobre as outras narrativas possíveis para o jornalismo, Fernando Resende apresentou o documentário “Las cartas de la Plaza de Santo Domingo”, realizado a quatro mãos com a jornalista Tatiana Carvalho. O curta mostra o cotidiano de pessoas que escrevem cartas para pessoas na praça da cidade do México, ocupação tradicional existente desde o século XIX.

O curta foi produzido em um período de cem horas durante a quarta edição do Festival Internacional de Documentário do Distrito Federal mexicano, realizado em 2009. O documentário foi o único vídeo brasileiro premiado no evento, recebendo uma menção especial do júri, pela sensibilidade e delicadeza ao tratar do tema.

Confira o documentário “Las cartas de la Plaza de Santo Domingo”:

Intervenção Cultural traz ritmos brasileiros à Secom

Texto: Luiza Barufi

Fotos: Lincon Zarbietti

A mistura de ritmos como congo, maracatu, música popular brasileira e folclore marcou a abertura segunda noite da Semana de Comunicação da UFOP. Os alunos da oficina de canto coral do Conservatório de Música Mestre Vicente, de Mariana, fizeram sua primeira apresentação sob regência do maestro Adeuzi Batista Filho.

“Dialeto do Congo”, “Maracatu”, “Amor de índio” fizeram parte do repertório apresentado na noite. A Intervenção Cultural contou ainda com a apresentação da música  “Boi-Bumbá” que começaram a ensaiar na última semana.

O maestro Adeuzi disse que gosta de  inovar nas apresentações. “Alguns dizem que sou maluco, mas quem mexe com música é maluco mesmo” confessa.

Busca por incentivos marcam a produção cultural

Texto: Eugene Francklin e Maria Aparecida Pinto

Fotos: Lincon Zarbietti

A captação de recursos para a produção de projetos culturais depende da interação entre diversos setores sociais. Tais como o primeiro setor constituído pelo Estado, o segundo representado pelas empresas privadas e o terceiro, pelas organizações não governamentais. A partir disso, Aloísio Finazzi Porto, professor do Departamento de Turismo da Universidade Federal de Ouro Preto, ministrou a palestra “Captação de recursos e produção de projetos” realizada na tarde desta quinta feira(21).

O professor relatou que os produtos culturais devem buscar recursos nos setores sociais levando em consideração o foco abordado na sua produção. Um exemplo deste processo pode ser verificado dentro das propostas das revistas Gol e 29 Horas que se especializaram para atender a um público em rotas constantes de viagem para de São Paulo, especificamente no aeroporto de Congonhas. As publicações trabalham com a agenda cultural da cidade de São Paulo buscando recursos no segundo setor.

Outra forma de captação de recursos, segundo o palestrante provém do primeiro setor. São as Leis Federais, Estaduais e Municipais de Incentivo à Cultura. Essas leis se baseiam no subsídio governamental que proporciona o benefício fiscal para as empresas que aderem à iniciativa. Uma dessas leis mais conhecida é a Lei do Audiovisual, que incentiva a produção independente de obras audiovisuais.

Uma das atitudes recomendadas por Aloísio Finassi para quem busca obter captação de recursos é planejar, preparar-se para qualquer empreendimento seguindo roteiros e métodos pré determinados e objetivos. Planejar é sempre o primeiro passo.

Francisco Daher discuti Comunicação e Gestão de Crises no 2° dia da mini-palestra

Texto: Mateus Böhme e Sara Oliveira

Áudio: André Luís Mapa

Fotos: Lincon Zarbietti

O segundo dia da Semana de Comunicação contou com a mini-palestra sobre Comunicação e gerenciamento de crises, ministrada por Francisco Daher, assessor de comunicação daUfop e responsável também pela TV Ufop.

A palestra foi dividida em duas partes principais: comunicação no processo de construção da imagem e gestão de crises. Por meio de slides, foram apresentadas as melhores formas de se tratar a imagem institucional e pessoal. Neste tema, Francisco destacou que é necessário manter relacionamentos saudáveis e produtivos.( Veja as fotos) Também foi dada ênfase à propaganda como forma de amenizar erros.

O palestrante apresentou os conceitos de crise e como ela nasce. Para isso, foram utilizados exemplos, como a ocorrida no governo do ex-presidente dos EUA Bill Clinton e a que passou a empresa aérea TAM, em 1996.
Daher apresentou um plano de gerenciamento de crises, destacando estratégias utilizadas para enfrentar momentos críticos. Os meios de comunicação foram focalizados como excelentes instrumentos para transpor esses momentos. A palestra foi finalizada com exemplos de experiências vivenciadas pelo palestrante.

Escute a seguir uma entrevista feita com Francisco Daher.

Professor apresenta a história do cinema em oficina

Texto: Isabella Madureira e Marcela Servano

Áudio: Gustavo Aureliano Silva

Fotos: Lincon Zarbietti

Uma das atividades desta tarde de quinta-feira foi a mini-palestra ministrada pelo professor Juan Carlos Thimótheo, falando sobre a História do Cinema. Foram abordados conceitos de crítica cinematográfica, recepção e apropriação do cinema e suas inter-relações com a produção do conhecimento histórico.

O professor iniciou a palestra explicando as origens do cinema, que surgiu a partir da pintura e da fotografia. O primeiro registro cinematográfico é europeu, dos irmãos Lumière em 1895, que despertava magia e emoção no público. Porém, foi nos Estados Unidos que o cinema se consolidou, devido ao pós-guerra.

Segundo Juan Carlos, o estadunidense utilizou o cinema como forma de impor a sua cultura, criando Hollywood, suas cidades cinematográfica e grandes estúdios, como Walt Disney e MGM. Em 1927 foi criada a premiação Oscar, seguindo-se do lançamento de novos gêneros no cinema, como policial, western e terror, todos direcionados a públicos específicos. Na década de 30, filmes como O vento levou e Casablanca marcam o início da década de ouro no cinema e o pós guerra é marcado pelo neo-realismo em filmes como Noite de Cabíria e Ladrão de bicicletas. Em 1950 criam-se os mitos do cinema como James Dean e Marilyn Monroe, em filmes de ingenuidade e rebeldia. Nos anos 70, surgem as franquias e os diretores famosos até hoje, como Steven Spilberg e Frank Coppola. A partir de 1980 o cinema volta-se para o público jovem e se torna parecido com o que é até os dias de hoje.

O palestrante questionou os alunos com a pergunta: “Para que serve o cinema?” e exibiu trechos do filme Cantando na chuva, que conta a história do lançamento do cinema falado e seu processo. Através de interação entre professor e alunos, a palestra foi muito bem recebida.

Confira agora o aúdio do professor Juan Carlos Thimótheo explicando um pouco da sua interação com os alunos e logo após o relato da aluna Gracy Laport,do quarto período de jornalismo, que participou da oficina.