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As tendências do Jornalismo atual: o Ciclo de Estudos em Jornalismo da UFOP.

Por: Débora Oliveira, Júlia Pinheiro e Laís Diniz.

Atualmente uma das discussões em torno da formação em Jornalismo aponta para o cenário da convergência. Segundo o professor Frederico Tavares, da UFOP, podemos dizer que as tendências mais promissoras para o Jornalismo são as mudanças tecnológicas e a questão da convergência, sendo esta a maneira de lidar com a questão do conteúdo que reflete na formação do profissional. Tais tendências foram abordadas no Ciclo de Estudos em Jornalismo, realizado pela própria universidade em novembro de 2012; cujo os objetivos era produzir uma reflexão sobre o ensino de jornalismo no Brasil nos dias atuais, proporcionar um momento de formação aprofundada para o corpo docente e promover o encontro com pesquisadores, com produção reconhecida.

Um dos eixos de trabalho do Ciclo apontava para a formação e a questão da obrigatoriedade do diploma. O professor Frederico afirmou que: ” a não obrigatoriedade do diploma tem dois problemas. O primeiro se trata de como o problema se desenrolou em decisões e justificativas em âmbitos judiciários. O segundo é a crítica em relação à própria questão de exercer a profissão.” O ensino jornalístico no Brasil possui uma tradição de matrizes curriculares de pesquisas, assim se destacando em relação a outros lugares. Este soube se desenvolver de acordo com o contexto nacional, apesar das nossas influências serem estrangeiras. Outro tema discutido foi a integração de práticas laboratoriais, que tem sido uma área de investimento recente da universidade.

O jornalismo ainda precisa melhorar muito do ponto de vista das questões sociais, da desigualdade e pautas que envolvem a minoria. “Deste ponto de vista, a gente pode quase que brincar que o jornalismo reflete muita coisa da sociedade, meio que fazendo um espelho dela”, disse o professor. O ensino de jornalismo no Brasil conseguiu em certa medida se contextualizar em relação a certas demandas brasileiras.

Inconfidentes faz exibição do documentário “Me respeita!”

Por Rayssa Amaral

O Festival Inconfidentes teve em sua programação a Mostra Ouro da Casa, onde foi exibido o documentário Me Respeita!, produzido pelos alunos do curso de jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto. O documentário surgiu da ideia de explorar a questão da homofobia, em decorrência de um episódio envolvendo comentários homofóbicos e sexistas na página do Instituto de Ciências Sociais e Aplicadas no Facebook em 2011. A mobilização dos alunos contra o preconceito trouxe o incentivo necessário para abordar o assunto.

Ricardo Maia e Matheus Maritan, realizadores do documentário, participaram da sessão. Segundo Ricardo, a equipe enfrentou alguns desafios da realização do projeto: “Tivemos muitas dificuldades com os equipamentos, prazo curto para a execução e para fazer a construção da linguagem. Não queríamos mostrar os homossexuais como vítimas, mas sim a realidade em que vivem”.

A exibição do documentário foi uma oportunidade de continuar divulgando o trabalho, que já teve mais de 3 mil visualizações no canal de vídeos YouTube.

Para Matheus, a ideia que pretendiam passar foi contemplada: “se uma pessoa mudar seu pensamento, sua percepção sobre esta questão, ficaremos satisfeitos”, disse, ressaltando a repercussão não só na comunidade acadêmica mas em âmbito nacional e internacional. “Em nome de toda a equipe estamos felizes de poder participar da 3° edição do Inconfidentes”.

Assista Me respeita!

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Mapa de Teóricos

Laio Amaral, Lidiane Andrade e Mickael Barbieri

Mapeamos a nacionalidade dos principais teóricos que influenciam as linhas de pesquisas dos professores de jornalismo da UFOP.

Legenda:

Hila Rodrigues
Joana Ziller
José Benedito Donadon Leal
Marta Maia
Nair Prata
Reges Schwaab
Sônia Pessoa
(P) Endereço profissional


Visualizar Mapa de Teóricos em um mapa maior

Localizando na mídia

 

Há pouco mais de três anos o professor  Carlos Alberto de Carvalho foi o responsável pela  disciplina eletiva de “Cinema e Gênero”, no início do curso de Jornalismo da UFOP.  Neste ano, foi convidado pela organização da Secom a dar uma mini-palestra sobre o tema,  com base em sua tese de mestrado que desenvolveu  sobre a relação entre mídia, homofobia e gênero. Estudantes de vários cursos do ICSA estiveram presentes.

Carvalho explicou primeiramente o que é gênero do ponto de vista  teorico e metodológico,  ressaltou também  a relação do termo  no campo da sexualidade,  e como é feita a abordagem da mídia em filmes e tele-novelas. Para exemplificar,  foi exibido o clipe “A  Drag a gozar” uma paródia da música infantil “ A velha a fiar”, com o intuito de mostrar os vários esterotipos existentes,  que produzem as diversidades.

O professor  completou a  evolução de sua pesquisa, a partir do  interesse em  perceber  a questão da homofobia  na mídia “ O percurso da minha tese,  acabou na pesquisa também de entender a formação das caricaturas gays da TV, do cinema e da internet. Embora,  eu não tenha feito nenhuma pesquisa mais temática, quis entender , como que certos preconceitos hoje  aparecem com um tipo de abordagem e de visão,  que é  diferente daquele mais tradicionais” – disse.

Personagens caricatos no Brasil

Numa análise pela tv brasileira, Carlos destacou o personagem Áureo (André Gonçalves) da novela Morde e Assopra da Rede Globo, como uma caricatura que fugiu do tradicional. Áureo, não esconde para ninguém a sua opção sexual, e apresenta o jeito  afeminado mas no decorrer da trama acaba se envolvendo com uma mulher e tendo um filho. Esse novo olhar, proposto pelo autor Walcyr Carrasco, chamou a atenção do professor que comentou  a história do personagem (caricatura), ressaltando a importância  do texto e dos  bordões  criados que levam a uma reflexão sobre  a  homofobia.

No final da mini palestra ,alguns estudantes comentaram outros casos de personagens caricatos  na Tv e como a homofobia é tratada nas novelas. Para Carlos, “ a homofobia é uma construção” e cabe a cada indivíduo respeitar o outro,  homossexual ou não, para a construção de um mundo melhor.

Vídeo “A Drag a gozar”

 

Texto: Cristiano Gomes

Oficina de Edição de Vídeo é uma oportunidade aos alunos de jornalismo de complementarem sua formação

Por Mayara Coutrim e Cibele Souza

Para quem tem interesse no curso de Comunicação Social, uma atividade ainda pouco explorada pelos profissionais da área é a edição de vídeo. Visando a importância desta função, a Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP trouxe para a III SECOM uma oficina de edição de vídeo, ministrada pelo jornalista e assistente administrativo da UFOP Thiago Caldeira e pelo universitário Fábio Seletti.

O profissional: editor

Através do papel do editor, as reportagens ganham forma. A edição é a parte final da produção audiovisual, é nessa etapa que as imagens e os áudios são colocados em uma ordem, transmitindo com clareza a informação desejada. Thiago Caldeira afirma que “é muito importante o repórter ter uma noção de como o editor vai ver aquela matéria na hora de editar”.

No curso de Jornalismo, a edição não se inclui como disciplina obrigatória, mas é uma atividade que agrega não só conhecimento, como também uma nova visão profissional. Segundo o assistente administrativo, “existem três funções que acabam se confundindo: o cinegrafista, o repórter e o editor. Hoje o mercado está exigindo um profissional que faça os três serviços”, afirma Thiago.

A edição

A oficina foi baseada no programa de edição Adobe Premiere. Foram passadas noções básicas de edição, as ferramentas e suas funções, as etapas da edição e a exportação dos projetos para outras mídias. Segundo Thiago, além de ensinar, “a intenção da oficina era também desmistificar o programa. Quem se depara pela primeira vez com um programa de edição profissional como o Premiere, se assusta”. Os programas de edição geralmente funcionam de forma parecida. Alguns são obtidos gratuitamente, podendo ser baixados de forma fácil e em qualquer plataforma. Thiago garante que para aprender a editar é preciso apenas ter interesse, pois há uma grande disponibilidade de tutoriais na internet, o que facilita o aprendizado em casa.

Confira abaixo os autorais disponibilizados na internet:

- Introdução:

- Parte 1:

- Parte 2:

- Parte 3:

- Parte 4:

Download do Adobe Premier:

http://www.adobe.com/br/downloads/

http://www.baixaki.com.br/download/adobe-premiere-pro.htm

http://www.superdownloads.com.br/download/147/adobe-premiere-pro/

http://adobe-premiere.softonic.com.br/

3ª Secom encerra com chave de ouro suas atividades

O último dia da Secom – Semana de Estudos em Comunicação Social, foi o mais movimentado. Mini-palestras foram realizadas durante toda a sexta-feira, 28, seguidas pelo grande fechamento do evento, a Boate da Secom, que reuniu estudantes no anexo do ICHS, Instituto de Ciências Humanas e Sociais, na cidade de Mariana.

Neste mesmo local, o jornalista da Rede Globo, Odilon Amaral, já havia realizado às 17 horas uma palestra sobre jornalismo esportivo, onde obteve muitos aplausos e uma enorme satisfação do público presente.

Através de vídeos, Odilon Amaral mostrou alguns métodos de sucesso utilizados no jornalismo esportivo atual. Ao final da palestra, realizou com os alunos de jornalismo um “bate papo”, para que pudessem expressar opiniões e suas dúvidas sobre a profissão. “Foi legal, deu para abordar bastantes temas do esporte, e o bate-papo serviu bem para sanar as dúvidas de todo mundo”, disse João Victor Câmara, que cursa jornalismo pela UFOP, Universidade Federal de Ouro Preto.

Texto: Pedro de Carvalho

A relação entre Cinema e Orientação Sexual

Evento retrata as diversas maneiras como Hollywood tem utilizado o gênero ao longo dos anos.

A palestra Cinema e Gênero, apresentada pelo professor Carlos Alberto, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), fez parte da programação no terceiro e último dia da 3ª Semana de Estudos em Comunicação Social-Jornalismo (SECOM 2011).

O foco da palestra era a maneira como a indústria cinematográfica tem abordado a questão da orientação sexual ao longo do tempo, utilizando a temática para levantar uma discussão com os participantes. Através de filmes como “Filadélfia”, “Quanto Mais Quente Melhor”, “Transamérica”, “Kinsey – Vamos Falar de Sexo” e “XXY”, dentre muitos outros, o professor introduziu o tema e retratou a maneira como ele tem sido utilizado.

“A história do cinema é marcada por filmes motivados por temas de homossexualidade”, disse o professor. A palestra falou de diversos fatores e questões ligada a orientação sexual, como a “fuga para o gueto”, as “identidades” assumidas pelo indivíduo e o suposto “gene homossexual”, proporcionando um ambiente de discussão próprio para a interação entre o grupo de participantes, configurando-se em um ambiente de aprendizado diversificado.

Texto: Gabriel Koritzky

Jornalismo geopolítico e as relações internacionais

Grandes fatos da geopolítica mundial foram discutidos na tarde do último dia da Semana de Comunicação da Universidade Federal de Ouro Preto. A palestrante Helenice Almeida Santos é geógrafa de formação e no seu currículo constam diversas experiências profissionais, lecionando desde o ensino médio até cursos superiores de jornalismo.

Durante o encontro, Santos contou sobre seus inúmeros trabalhos ao redor do mundo, buscando passar o outro lado das notícias que não são retratados pela mídia Segundo ela, o que chega ao Brasil é uma matéria extremamente parcial e tendenciosa. Os grandes veículos de comunicação cobrem apenas o que acontece no instante em que se torna público, sem preocupar em estudar a fundo as causas dos acontecimentos. Os enviados especiais noticiam o fato de uma maneira restrita, levando em consideração apenas o que é manchete no momento.

Para ilustrar essa realidade, a geógrafa citou os exemplos de países da América Latina que na nossa visão parecem verdadeiras ditaduras. É o caso de Cuba e Venezuela, onde em sua visão, Fidel Castro e Hugo Cháves fizeram muito bem ao povo daqueles países. Lá, as pessoas veneram seus líderes e os defendem a todo custo. E o que chega pra nós é apenas o descontentamento da parte mais rica da sociedade que não se sente privilegiada com as decisões do governo.

“O Jornalismo internacional é o mais abrangente dos jornalismos, já que trata de diversos assuntos do cotidiano de outros países, como cultura, economia, política, acidentes, natureza, etc. Qualquer fato que lá ocorra, por mais ínfimo que seja, é fato internacional, já que não acontece no nosso ambiente doméstico, o Brasil.” – disse

A palestra também deu grande ênfase ao papel das relações internacionais no jornalismo geopolítico. Para Santos, o jornalista de um caderno “mundo” deve estar sempre conectado a tudo que acontece ao seu redor não só no Brasil, mas principalmente no exterior, pois só dessa forma conhecerá a fundo o que ocorre lá fora e produzirá um bom trabalho nas redações.

Questionada a respeito do porque a imprensa brasileira suprime tanto os acontecimentos da América Latina, explicou que o país não vê interesse em colocar nas manchetes o seu “primo pobre” e exemplificou, citando exemplos de tragédias como tsunamis, terremotos e enchentes, que são as únicas maneiras de as camadas mais baixas da população se sobressaírem na mídia.

Texto: Janderson Coimbra

Uma mesa para amigos, por favor

A descontração que já havia sido marcante na mesa de debates do dia anterior, perpetuou-se. No ultimo dia 28, terceiro dia da Secom, pode-se ter uma real noção do papel dos blogs hoje.

Para encerrar a programação acadêmica da 3ª Semana de Comunicação da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), foram reunidos nomes conhecidos no cenário jornalístico brasileiro como Marcelo Trasel, Daniel Pellizzari, Emiliano Urbi, entre outros.  A condição dos blogs hoje foi a pauta do debate. Os convidados – que já foram colegas de faculdade e tem uma relação um tanto quanto amigável – falaram a respeito dos blogs continuarem sendo ótimos canais de comunicação.

“Eles (os blogs) abriram a possibilidade de fazer jornalismo em primeira pessoa e utilizar pautas malucas. Dependendo de qual o contexto, dá para informar sem ter um estilo de pirâmide invertida”, disse Trasel referindo-se a liberdade que essa ferramenta proporciona ao profissional. Já havia sido mencionado que o blog não passa de uma grande reportagem, fragmentada. Para Sarah G. Ferreira, estudante de jornalismo, “as mesas ofertadas pela Secom são de ótima valia, pois nos colocam frente à profissionais que convivem diariamente com a rotina jornalística”.

Além do debate sobre a influência dos blogs, foi também discutido o jornalismo Gonzo nacional, que parece sequer existir “oficialmente”, por ser visto com um pouco de desdém, como um trabalho que qualquer sujeito poderia fazer sem grande esforço. Assim foi o encerramento dessa que parece ter sido uma edição memorável da Secom, marcada pela irreverência e simpatia dos palestrantes, que não perdiam a chance de tornar as mesas mais agradáveis.

Texto e Foto: Kaio Barreto