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Quem conta um conto, aumenta um ponto

Por Thiago Barbosa

Contar uma história é como dar mais uma volta no parafuso, e para um parafuso ficar firme, muitas histórias precisam ser contadas. Nesse espírito é que Pequenas Histórias foi exibido na tarde de domingo, 7.10, no Teatro Sesi de Mariana pelo Cine Festival Inconfidentes.

Na varanda de uma casa na fazenda, uma senhora (Marieta Severo) conta suas fábulas mágicas e engraçadas. O casamento do pescador com a sereia Iara, interpretada por Patrícia Pillar; o coroinha da igreja que vê a procissão das almas; o Papai Noel (Paulo José) e o menino de rua; e as Aventuras de Zé Burraldo (Gero Camilo).

A cada história, com cerca de 20 minutos, o público seguia com as risadas. A menina Marina, 12 anos, disse que a história que mais gostou foi a do Zé Burraldo: “ele era muito atrapalhado”. E afirmou ter se emocionado com o Papai Noel, já que era “uma história que tocava o coração”. E de fato Marina estava certa em relação às histórias, pois a do Papai Noel e o menino de rua foi a que mais causou murmúrios de emoção. E Zé Burraldo foi, disparada, a história que mais fez a meninada presente rir.

Osmar Lopes, estudante de jornalismo da UFOP, esteve presente na exibição dos filmes fez coro nas risadas: “foi legal ter uma tarde em que a programação do festival fosse dedicada somente às crianças, pois elas se impressionam fácil, e dando uma amostra do cinema nacional voltado para esse público, fica mais fácil de fazê-las acreditar no potencial do país e dos profissionais”, afirmou.

 * A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Domingo para crianças de todas as idades

Por Mateus Franco

No domingo de eleições municipais em todo Brasil, 07.10, a população de Mariana teve a oportunidade de acompanhar exibição de filmes destinados a crianças de “todas as idades”. Enquanto muitas pessoas aguardavam o início da apuração dos votos, algumas acompanhavam a sessão realizada no Sesi de Mariana. A platéia contava com crianças acompanhadas de seus pais e e alunos da UFOP, platéia atenta e aproveitando o momento de diversão.

Nos filmes exibidos, além de humor, mensagens educativas e de reflexão. João Gabriel Nani, estudante de jornalismo da UFOP, afirma que os filmes exibidos são importantes pela forma como são transmitidas os temas em foco, principalmente para as crianças. Ele acredita que o filme pode desempenhar um papel de extrema importância na formação das crianças, que refletirá na fase adulta.

Foram exibidos o Curta L, com direção de Thais Fujinaga, que narra a história de uma menina de 11 anos que não gosta do tamanho de seus pés e se torturava com sapatos apertados. Ao conhecer um menino descendente de chinês, que também não gosta da própria aparência, passa a ter outra visão de seu complexo. Além dele, Pequenas Histórias, fita que traz uma dona de casa narrando várias histórias como o casamento de um pescador com o ser mitológico Iara, de um coroinha da Igreja que vê a procissão das almas, o encontro de Papai Noel com um garoto de rua e as histórias de Zé Burraldo.

Esta última, as aventuras de Zé Burraldo, foi a que mais arrancou risos da platéia. Bruno Henrique, 11 anos, contou que a parte que mais gostou foi quando o Zé Burraldo cortou o galho da árvore em que estava sentado e achou que tinha morrido quando caiu no chão, por exemplo.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Homofobia é tema de documentário no Festival Inconfidentes

Por Israel Marinho

Dentro da programação do quarto e último dia do Festival Cine Inconfidentes, domingo, 7, foi exibido no Cine Vila Rica, em Ouro Preto, o documentário “Me Respeita!”, produzido por alunos do Curso de Jornalismo da UFOP para a Disciplina “Documentário”, ministrada pelo professor Adriano Medeiros no segundo semestre de 2011.

O documentário mostra relatos, depoimentos e imagens da campanha de conscientização organizada por alunos do ICSA (Instituto de Ciencias Sociais e Aplicadas) no segundo semestre de 2011, em decorrência de comentários homofóbicos postadas em uma rede social. Na época, diversos debates e assembleias foram organizadas pelos alunos.

Segundo um dos produtores do documentário, Mateus Meireles, aluno do sétimo período do curso, o tema já tinha sido escolhido para o documentário quando houve o incidente, que acabou contribuindo para o debate que a produção do filme queria promover. Segundo ele, a procura por fontes foi muito dificil, mas o trabalho valeu a pena: “Não são todos que estão dispostos a falar deste assunto, ainda é tabu para muitos”, conclui.

O pequeno público presente ao cinema aprovou o documentário e a iniciativa dos alunos. Para Júlio Carlos da Silva, 44, é importante que o tema seja mais discutido pela sociedade: “Tenho filhos e sei que um dia eles virão perguntar sobre o assunto. E sei que estarei mais preparado”, finaliza.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Festival Inconfidentes: público reduzido no domingo de eleições

Por Maysa Alves

O domingo 07.10, dia de Eleições Municipais, fez com que Mariana perdesse sua típica tranquilidade. Enquanto as ruas estavam lotadas de eleitores eufóricos, o Teatro Sesi Mariana contava apenas com um público que não somava vinte pessoas, dos quais muitos eram participantes das equipes de organização e/ou colaboração do Cine Festival Inconfidentes.

A estudante marianense Dara de Oliveira, 16, que acompanhava o namorado, acredita que a falta de quórum se deu devido à pouca divulgação nas escolas: “Na minha escola, por exemplo, não entendemos bem como seria”. Quando perguntada em relação ao tema do evento, disse não se sentir pessoalmente atraída: “e acho que a eleição ofuscaria qualquer temática”, argumentou.

O Cine Festival Inconfidentes é promovido pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) esta foi sua terceira edição. Tem como objetivos exibir da produção audiovisual brasileira de curta, média e longa metragem, criar um espaço de diálogo entre os criadores e o público, além de contribuir para a difusão da cultura, por meio do cinema, gerando uma opção cultural alternativa para as cidades de Mariana, Ouro Preto e região.

O coordenador geral e produtor executivo do festival, Adriano Medeiros, afirmou que “essa foi a experiência mais difícil de contato e aproximação”. Afirmou ainda que “o momento eleitoral talvez tenha chamado um pouco mais a atenção das pessoas do que o festival”.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Cine Festival Inconfidentes traz palestra sobre o uso de softwares livres em animações

Por Maysa Alves

Foto: Davi Machado

Nessa 3ª edição do Cine Festival Inconfidentes, falando de animação digital e em defesa dos softwares livres, Virgílio Vasconcelos ocupou o palco do Teatro SESI Mariana, no fim da tarde do terceiro dia de evento, sábado, 06.10. O professor do curso de Cinema de Animação e Artes Digitais da UFMG ministrou sua palestra com cara de bate-papo, proporcionando aos presentes uma rica aula sobre os recursos disponíveis para o feitio de uma animação.

Virgílio iniciou sua fala mostrando imagens e vídeos das primeiras tentativas de “dar vida” a uma personagem, seguindo depois pela evolução dos desenhos animados e o invento dos primeiros computadores, sem deixar de contextualizar todo o processo empreendido pelos criadores com a realidade tecnológica de cada época mencionada.

No entanto, o assunto que norteou a palestra foi a disseminação de programas de computação que possuem seus códigos abertos para utilização, distribuição e até modificação pelo usuário. Segundo o palestrante, os chamados softwares livres estão cada vez mais presentes: “Muita gente, mesmo sem saber, está utilizando alguns desses programas, como o Facebook, o navegador Mozilla Firefox, e o sistema Android dos celulares”, afirma. Entre os espectadores, o professor de inglês e programador Guilherme Vilela, interessado no tema: “Já usava softwares livres, mas, não sabia tanto sobre eles”, comentou.

Virgílio Vasconcelos encerrou sua participação no evento mostrando o Blender, programa – que pode ser baixado gratuitamente pelo site Blender.org – que dá conta de todo o processo de criação e animação de personagens, e, sobre o qual escreveu, recentemente, um livro-tutorial: Blender 2.5 Character Animation Cookbook.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Documentário sobre a Democracia Corinthiana é exibido no SESI Mariana

Por Isadora Moreira Ribeiro

A sexta-feira, 05, segundo dia do Cine Festival Inconfidentes, contou com a exibição do curta Ser campeão é detalhe: Democracia Corinthiana, de Gustavo Forti Leitão e Caetano Tola Biasi. O vídeo relata o período em que o Corinthians teve por presidente Waldemar Pires (1981-1985), buscando nessa época as raízes do time vencedor da atualidade.

O documentário, construído com depoimentos, dentre outros, do jornalista Juca Kfuori e dos ex-jogadores Sócrates e Biro-Biro, também faz um paralelo entre a Democracia Corinthiana e o processo de supressão democrática vivido pelo Brasil na época. O estudante do 2° período de Jornalismo da UFOP, Caio César, que esteve presente na exibição, disse que “o curta, ao mostrar também o contexto político brasileiro da época, faz da Democracia Corinthiana uma espécie de modelo de que as coisas poderiam mudar dali pra frente”.

Contradições - No aspecto esportivo, o curta mostra a paixão dos torcedores acima das conquistas do time: ser campeão é mero detalhe. Será mesmo? Para o também estudante do 2° período de Jornalismo da UFOP, Allysson Malta Jr, “houve certa contradição nas falas dos atletas e comentaristas. Ao mesmo tempo em que diziam que o título era um detalhe, apontavam a revolta da torcida diante da derrota”.

Assista ao curta:

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Ibitipoca droba pra lá

Por Marcos Resende

No domingo, 7, o último dia do 3º Cine Festival Inconfidentes dividiu cena com as eleições municipais de Ouro Preto e Mariana. A partir das 15 h o espaço do Festival foi da exibição de curtas, longas e debates sobre variadas obras. Uma das últimas produções acompanhadas pelo público foi o lançamento e debate do longa Ibitipoca droba pra lá, de Felipe Scaldini, programação desenvolvida em Ouro Preto. O documentário retrata, por meio de depoimentos de várias gerações de moradores dos arredores do Parque Estadual do Ibitipoca, em Lima Duarte, a mudança do cotidiano e, consequentemente, dos costumes, da população dessa região.

Scaldini se envereda pelos vilarejos mais isolados na serra para colher testemunhos peculiares de uma das gerações, que segundo ele próprio, talvez seja uma das últimas a morar nos arredores do Parque. O longa mostra que são várias as causas da perda de habitantes do local – constante desmatamento, jovens que partem para grandes centros e o aumento contínuo do fluxo de turistas – este que divide a opinião dos moradores. De um lado, temos quem concorde e apoie a vinda dos turistas, dada sua atração de recursos para o local. De outro, uma parcela da população que, apesar de reconhecer o desenvolvimento da região, recriminam a vinda dos turistas, tendo em vista o rastro de “baderna e sujeira” que deixam para trás.

Entre depoimentos únicos e o registro de paisagens fascinantes, Scaldini revela que ficou comovido durante a produção do longa com a hospitalidade dos moradores da serra. Segundo ele, os moradores das redondezas do Parque do Ibitipoca são a amostra da legítima hospitalidade mineira: cafezinho, pão de queijo e cama quente sempre disponíveis durante suas filmagens.

O Parque Estadual do Ibitipoca engloba uma área de 1.488 hectares e é administrado pelo Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais. A entrada é limitada pela administração. É permitido camping dentro do parque, que conta com uma infraestrutura de banheiros, restaurantes e lanchonetes.

Assista ao trailer de Ibitipoca droba pra lá:

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Richardson Pontone e Cláudio Costa Val em uma conversa sobre videoativismo

Por Ana Paula Abreu

Foto: Ana Paula Abreu

O professor, documentarista e pesquisador em mídias digitais, Richardson Pontone, ministrou uma palestra com o tema “O videoativismo e o documentário contemporâneo” no primeiro dia da 3ª edição do Cine Festival Inconfidentes. Pontone contou com o auxílio do roteirista, diretor de cinema e professor, Cláudio Costa Val, que momentos antes havia lançado um livro no mesmo Festival.

Pontone falou sobre o videoativismo anterior e posterioriormente ao advento da internet. Antes a divulgação era feita da seguinte forma: ele e alguns amigos alugavam fitas em VHS de filmes em lançamento e inseriam os curtas produzidos por eles nos trailers. “Não era algo legal, mas era o que dava pra fazer naquela época”, pontuou Pontone.

Em 1999, a internet já cumpria um papel de divulgadora. Costa Val e Pontone apontaram a repercussão das revoltas em Seattle como um marco na história do videoativismo pós-internet. Após dez anos da queda do Muro de Berlim, insatisfeitas com o descaso do governo, pessoas saíram às ruas para protestar e foram agredidas por policiais. Ativistas gravaram a agressão e repassaram as imagens por listas de e-mails, gerando comoção por todo o mundo.

A estudante de jornalismo Éllen Nogueira avaliou o tema da palestra: “Com as tecnologias de hoje, temos a possibilidade de mostrar o outro lado da história. Como disse o Richardson, podemos ‘consumir cada vez mais verdade’”.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Faz valer o espetáculo

Exibido no segundo dia de Festival Inconfidentes, documentário conta os bastidores de uma das grandes equipes da história do futebol brasileiro. 

Por Allysson Malta Júnior

Sócrates, Casagrande, Zenon, Biro-Biro. São alguns dos grandes nomes que levantaram a taça do campeonato paulista pelo Corinthians no início da década de 80. O curta Democracia Corintiana: Ser campeão é detalhe, de Gustavo Forti Leitão e Caetano Tola Biasi, exibido na programação do Cine Festival Inconfidentes na sexta, 05, traz declarações dos maiores nomes da história do Sport Club Corinthians. Além dos jogadores já citados, o comentarista Juca Kfouri é outro corintiano presente no documentário. A “democracia” extrapolava as quatro linhas do Pacaembu e dava força a um movimento anti-ditadura que existia na época.

Para Luiz Antônio da Silva, corintiano presente na exibição do curta em Mariana, aquela equipe foi muito mais que um time de futebol, é um ícone. Sócrates, um dos maiores da história do Timão, deu diversas declarações contra o governo do Brasil na época e foi um dos nomes na luta pelas eleições diretas no Brasil. “Aquele time mudou o jeito do brasileiro de acompanhar futebol”, comenta Juliana da Silva, que é são-paulina, mas estava acompanhando o marido na sessão.

Por fim, as exibições de gala de Sócrates e Cia, mostraram ao Brasil que futebol é muito mais do que acontece dentro de campo. E como um esporte pode influenciar muito a população e pode até impulsionar um movimento que faz valer a luta pela cidadania e pela democracia.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

O valor de uma amizade

Por Allysson Malta Júnior

Do lado de fora foi um dos curtas-metragem de ficção exibidos na programação do Cine Festival Inconfidentes deste ano, na sexta, 05. A fita conta a história de Plínio, garoto da cidade que passava uma temporada na fazenda de sua avó quando coisas surpreendentes acontecem.

A vida de Plínio era como a de qualquer criança de sua idade. Mas tudo muda quando o menino ganha um boneco de pano de sua avó. O boneco ganha o nome de Frank e se torna o brinquedo favorito de Plínio. Quando Frank desaparece, o garoto fica muito ressentido. Quando a avó sai de casa para visitar um amigo, Plínio decide voltar para a casa da mãe. Ao arrumar suas coisas, no entanto, é chamado por um garoto do lado de fora da casa. O menino fica espantando quando percebe que quem o chama é na verdade Frank, agora “de carne e osso”. “Foi muito legal quando Plínio viu Frank de verdade, ali começou uma bela amizade”, afirmou a espectatora Ana Luisa Gandra.

Frank disse a Plínio que o levará até o ônibus para que ele pudesse voltar para a cidade. O caminho dos dois é cheio de surpresas. Frank ensina Plínio a andar de bicicleta, o leva até uma cachoeira e se despede do amigo quando chegam ao ponto de ônibus. O garoto corre atrás do ônibus para ir embora, mas, quando o alcança, desiste de subir. Ao voltou para encontrar Frank, o amigo havia sumido: “Ele pegou a bicicleta e não tivemos mais notícias de Frank, acho que o boneco na verdade era uma ilusão do menino, não está claramente explicado”, opinia Caio César, outro espectador do filme.

Enfim, a história é interessante, mas não foi bem trabalhada. O final ficou mal explicado e deixou certa dúvida no espectador. A moral da história é que vale a pena abrir mão de certas coisas por uma grande amizade.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Cine Festival Inconfidentes encerra com “Amor & Cia”

Por Lucimara Aparecida Leandro

Após quatro dias de programação o 3º Cine Festival Inconfidentes se despediu do público na noite deste domingo, 07. A programação, em Mariana, teve mais uma obra do homenageado desta edição, Helvécio Ratton, o longa Amor & Cia, de 1999. Com roteiro adaptado na obra de Eça de Queiroz, Alves & Cia, a história acontece em São João Del-Rei ao final do século XIX e narra a amizade de dois amigos e sócios Alves (Marco Nanini) e Machado (Alexandre Borges). A amizade entre eles é abalada quando Alves chega em casa mais cedo para fazer uma surpresa a sua esposa Ludovina (Patrícia Pillar), pelos quatro anos de casamento, e a flagra em atitude suspeita com Machado. Alves decide romper relações com o amigo e expulsa a esposa de casa. Alves propõe a Machado um duelo no qual apenas uma arma estaria carregada e seria escolhida por sorteio. Assim, apenas um deles sairia vivo. Mas ele acaba voltando atrás e a história toma outros rumos.

Para Luanara Carvalho, estudante de jornalismo da UFOP, o que mais chamou a atenção foi a riqueza de detalhes do filme: “por ser um filme de época o figurino e cenário foram muito bem elaborados”, comenta. Já para o estudante de administração Julierme Italo, o que mais o surpreeendeu foi o enredo e a questão da prudência: “se não fosse por ela os fatos seriam bastante diferentes, então é sempre bom usar a prudência antes de decidir algo”. Para o estudante, a escolha de Ratton como homenageado foi mais que cabível, por seu trabalho e a qualidade de seus filmes. Julierme trabalhou também no festival e disse ter sido uma grande experiência: “Atuei na divulgação, nas idas nas escolas, conversas com as pessoas, foi bem diferente para mim”, ressalta.

Além de ter movimentado culturalmente a cidade de Mariana, o Cine Festival Inconfidentes contribuiu também para o crescimento das pessoas envolvidas no projeto. E nada mais sugestivo do que encerrar a 3ª edição do evento com “Amor & Cia”.

Veja o trailer de Amor & Cia, de Helvécio Ratton.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.

Domingo de seções eleitorais e de sessões de cinema

Por Filipe Monteiro

Domingo de eleição, mas também de exibição de curtas no último dia do 3º Festival Cine Inconfidentes, evento que aconteceu no Teatro Sesi Mariana. Curtas de diversos lugares do Brasil foram exibidos. Do Rio de Janeiro, Retângulos Brancos, de Gil Jorge e Pedro Curi, bem como a ficção Hooji, de Marcelo Quintela e Boynard, marcada por aspectos da cultura japonesa. Cíntia Langie e Rafael Andreazza retrataram com o curta Marcovaldo a rotina que um catador de lixo enfrenta, já a o documentário Mato Alto: pedra por pedra de Arthur Leite relata a construção de uma série de edificações com o esforço de uma família.

A exibição chegou ao fim com o divertido O amor é uma comédia, de Ricardo Chacur e com o thriller Mistérios de Sangue, de Fabrício Passos Braga. Apenas a animação de Daniel Rabanéa, Essência, não foi exibida, mas isso não influenciou em nada a qualidade do evento.  As sessões contaram com a presença de poucos espectadores.

Para a estudante de jornalismo Adriana Aparecida de Souza, o Cine Inconfidentes é uma iniciativa muito boa e pertinente para o incentivo da cultura, não só em escala local, mas também no nível geral: “Eu só fico muito triste quando eu vejo um festival com uma programação totalmente gratuita e com um público tão pequeno. Um festival como esse precisa de incentivo do governo e do Ministério da Cultura para que o público possa ter mais proximidade com o cinema”, disse.

Assim como é tratado no filme Retângulos Brancos, o cinema desperta uma emoção diferente em cada espectador. Segundo a estudante Roberta Nunes, “sentar em uma cadeira para assistir a um filme é entrar em um novo universo que, não importa se é real ou não, leva a pessoa a experimentar sensações que nunca havia experimentado”.

* A cobertura do Cine Festival Inconfidentes 2012 disponibilizada aqui é uma produção laboratorial dos alunos de Técnicas de Reportagem e Entrevista 2012/1. Ao reproduzir o conteúdo a autoria deverá ser citada.