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Pelas ondas da informação

Por Cristiano Gomes

Com a evolução da internet, a rádio se tornou um instrumento fundamental que auxilia na divulgação de informações e conteúdos multímidia. Pensando nisso, Gabriel Fedel, membro do coletivo cultural Ajuntaê de Campinas (SP), desenvolveu a primeira parte da oficina Webradio. Estudantes de vários períodos do curso de Jornalismo estiveram presentes.

Fedel explicou como funcionam os vários programas de computador (seus recursos e utilidades)  que ajudam na formatação da voz e na construção das vinhetas e de programas de rádio. Como exemplo da aplicação destes recursos, mostrou uma gravação do projeto “Cigarras e Formigas” produzido pelo  Ajuntaê, no qual utilizou os  programas Jack Rack e Ardour para conseguir os efeitos nas gravações. 

 Praticando ao vivo

Numa rápida contextualização da história do rádio salientando a lei de concessões de emissoras e os movimentos de rádios livres e comunitárias no país, Gabriel apresentou o curta  ”Mixando liberdade”, sobre a Rádio Muda (105.7 FM) da Unicamp, que há 15 anos transmite uma programação voltada para a comunidade universitária, mesclando programas musicais, culturais e jornalísticos.

É a primeira vez que Fedel  participa da SECOM. “Amanhã , vamos fazer um programa de rádio ao vivo, como resultado final da oficina. “O programa terá  duas horas de duração, com uma  telenovela, um bloco de notícias, culinária e um outro de entrevistas. E o resultado final pode ser conferido amanhã às 10h pelo site www.coletivoajuntae.blogspot.com.

Professores de Comunicação apresentam seus projetos de pesquisa em seminário

Por Tiago Vieira

Ocorreu na tarde desta quinta-feira, 27 de outubro, o Seminário de Pesquisa, Ensino e Extensão, ministrado por diversos professores do curso de Comunicação Social – Jornalismo, da Universidade Federal de Ouro Preto, por ocasião da 3ª Semana de Comunicação (Secom). O encontro, que aconteceu no Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS), serviu principalmente para os professores exporem seus projetos de pesquisa.

 “Considero muito importante mostrar para o estudante e para os professores os projetos que estão sendo produzidos”, disse a presidente do colegiado do curso, Marta Maia. Ela acredita que esse seminário possa fazer com que haja uma procura maior dos alunos pelos projetos de extensão, além de mais integração entre os projetos dos professores.

 Cada um pôde falar sobre os projetos em que já trabalharam ou estavam trabalhando. Os temas das pesquisas abordaram desde a história do radiojornalismo no Brasil até o trabalho com mídia em comunidades carentes da região. Além dos professores, os alunos que os auxiliavam em seus projetos também estiveram presentes para falar sobre as pesquisas.

Se o encontro motivar mais os alunos com relação ao tema e aumentar o interesse dos professores pelos projetos dos colegas, então terá cumprido seu objetivo com louvor.

Oficina de Edição de Vídeo agrada alunos

Thiago Huszar

Nesta terça (27) teve continuidade a Oficina de Edição de Vídeo ministrada por Thiago Caldeira e Fábio Seletti. No segundo e último dia da atividade os alunos ficaram livres para explorar o software e tiverem o auxílio dos palestrantes na produção de pequenos vídeos individuais.

Além de passar alguns truques da edição, na parte final do curso Caldeira explicou como exportar vídeos bem como os vários tipos de formatos nos quais o vídeo pode ser salvo.

Os alunos se mostraram muito satisfeitos com a oficina. Nada deixou a desejar, laboratório bem equipado e um profissional bem preparado garantiram a qualidade do curso.

Caldeira deixou claro que a oficina serve apenas para “despertar o interesse do aluno”, em um curso tão curto não dá conhecer a fundo o software e o que é edição. Porém é o primeiro passo para o aluno que se debruçar sobre os ensinamentos.

 

Palestra sobre políticas públicas mostra aspectos da comunicação brasileira

Por Pedro de Grammont

A palestra Políticas Públicas, ministrada pela professora Juçara Brittes e pelos alunos Joyce Afonso e Rolder Wangler, teve discussões voltadas a pensar diversos aspectos da comunicação como futuro mote de democratização e sentimento de pertencimento social.

Foi discutido nessa oficina o panorama atual da comunicação brasileira e o quanto esse panorama é avesso às práticas de uma mídia mais democrática, pautada na sociedade. Temos direito à liberdade de expressão? Como podemos pensar e expandir esses direitos? Essas são algumas das perguntas que Juçara tenta, todos os dias, responder.

A professora e jornalista disse que as políticas públicas na esfera jornalística – do jornalismo em si, como profissão – e também na esfera social se esbarram e se limitam, característica que não deveriam ter. A função das políticas sociais no campo da comunicação é pensar realmente o emissor, o jornalista, como um ser que não deveria sonegar a informação.

O profissional do campo da comunicação tem que ter essa consciência de que está a favor de uma democracia e não inclinado a responder por interesses privados. Acho que cortar – através de leis – o cordão umbilical dessa hierarquia das mídias, desses políticos que controlam canais, é uma medida distante, mas funcional para as próximas gerações”, comentou Juçara.

Para ela, é melhor depor os reis e eleger democraticamente alguém que está mais preocupado com as questões sociais da comunicação. Juçara vê, em sua trajetória, maior contribuição para essas questões como educadora. “Nós, professores de comunicação, temos que ajudar as gerações futuras a pensar erros e padrões do passado para não repeti-los nos futuro”.

Os palestrantes partiram da concepção dos direitos à comunicação e informação, passando pela teorização da comunicação através de um apanhado cronológico sobre a evolução da mídia, principalmente no cenário nacional.

Na palestra também se utilizou de diversos aparatos multimídia, com destaque para o vídeo “Levante sua Voz”, do coletivo Brasil de Comunicação Intervozes, que pega emprestada a licença poética do curta-metragem “Ilha das Flores” para mostrar com todo peso a falta de liberdade comunicacional que se reproduz no país ao longo dos tempos até a atualidade.

Confira o vídeo aqui:

Intervozes – levante sua voz

 

Desequilíbrio informativo em Mariana

Por Caroline Souza Cunha

Com o intuito de entender de que modo a cultura é tratada pela mídia local, o grupo de pesquisa da professora Juçara Brittes, que tem como tema “Políticas de Comunicação”, iniciou a apresentação dos projetos do Seminário de Pesquisa, Ensino e Extensão, realizado durante a Secom.

A estudante Mayara Gouveia explicou o trabalho, que teve início em 2010 com o título “O agendamento da mídia pelos movimentos culturais em Mariana” e foi apresentado no Intercom deste ano. O projeto visa também indicar o desequilíbrio informativo em Mariana e com a ajuda do estudante voluntário Rolder Wangler será ampliado para a Argentina.

“A comunicação do Circovolante”, projeto da professora Adriana Bravin e do estudante Pablo Gomes, surgiu a partir da pesquisa de Mayara Gouveia. E visa entender a apropriação dos meios não convencionais de comunicação, nesse caso o circo. O bolsista descreveu como são divulgados os eventos do circo e as formas de divulgação. Apesar do nome Circovolante, o circo não tem a característica nômade dos demais.

A importância dos projetos

“A participação em projetos te coloca em um lugar diferenciado na universidade e no mercado de trabalho, pois há construção de conhecimento. É o primeiro passo para aprender a postura de um pesquisador, ajudando nas construções de teses de Mestrado e Doutorado, além de proporcionar o aprendizado de métodos que o jornalista utilizará”, afirmou o estudante e bolsista Pablo Luís Gomes Barroso. Dessa forma é possível entender a importância da participação dos alunos nestes projetos.

Termina oficina de edição de vídeos da Secom

Por Pablo Bausujo


No segundo dia da Semana de Estudos em Comunicação Social – Jornalismo (Secom), terminou a oficina de Edição de Vídeo em Adobe Premiere, ministrada pelo jornalista e técnico em audiovisual da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Thiago Caldeira.

Na manhã do dia 27, os alunos participantes da oficina produziram vídeos a partir dos conhecimentos adquiridos no primeiro dia da SECOM, utilizando-se de vídeos e fotos pessoais e baixados de sites de compartilhamento de vídeos, como o YouTube. Devido a problemas técnicos, alguns alunos tiveram dificuldades para a edição dos vídeos, mas estes foram sanados durante a oficina. A estrutura fornecida pela UFOP (softwares e computadores iMac de grande desempenho) agradou aos participantes, que puderam aproveitar de tecnologia apropriada aos trabalhos.

Rosana Maria Freitas, 18, disse ter gostado da oficina e do que lhe foi oferecido de estrutura para a realização dos trabalhos. “Foi legal, para mim que nunca havia usado o Adobe Premiere foi bom, pude ter uma noção básica do programa”, disse a estudante.

A oficina de Edição de Vídeo, que duraria três dias, foi condensada em apenas dois, pois, segundo a organização, em apenas seis horas (três horas de aula por dia) o conteúdo proposto poderia ser apresentado. As oficinas, mini-cursos, palestras e mesas da Secom vão até amanhã (28).

Informação a qualquer hora e lugar: Jornalismo Freelancer

Por: Hiago Castro

“O jornalista só fica desempregado se quiser. Quando se corre atrás da notícia, não falta trabalho”, diz Alexandre Rodrigues

A III Semana de Estudos em Comunicação Social – Jornalismo (Secom) segue a todo vapor. Logo pela manhã de hoje, o jornalista freelancer Alexandre Rodrigues ministrou a palestra Jornalismo Freelancer, que atraiu dezenas de estudantes de modo que uma das salas do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA) ficou repleta.

Alexandre iniciou sua fala destacando o caráter dinâmico do jornalismo, que se desenvolveu à medida que a indústria da informação progredia, até chegar ao que foi denominado jornalismo freelancer, onde a cada jornalista é permitida a utilização de meios práticos para produção de matérias sem estar vinculado a um veículo de comunicação.

O jornalista alertou os estudantes para que não fiquem presos às redações de jornais, e que se disponham a correr atrás das notícias.

Para a estudante do segundo período de Jornalismo, Caroline Gomes, a palestra foi muito proveitosa. “Gostei muito. Achei bem interessante quando o Alexandre disse que ao dentista, por exemplo, ninguém pergunta em que clínica trabalha, mas o jornalista é sempre associado a uma instituição, como se não fosse possível trabalhar por conta própria”.

A Secom tem continuidade ainda nesta tarde, com a realização de outras diversas mini palestras e caminha para seu último dia, nesta sexta feira.

Da máquina de escrever à “era freelancer”

Por: Caroline Gomes

Cansado de trabalhar em redação e procurando independência, Alexandre Rodrigues conta sua história aos estudantes

Foi com um papo bem descontraído que Alexandre Rodrigues, jornalista freelancer, deu início a mais uma palestra na Semana de Estudos em Comunicação Social – Jornalismo (Secom). Aconteceu nessa manhã, dia 27, a mini-palestra: “Jornalismo Freelancer” que contou com a presença de cerca de 30 alunos que assistiram e se divertiram com os casos de Alexandre em sua vida “freelancer”.

Em um primeiro momento apresentou as três fases do Jornalismo ao longo dos anos, o que garantiu aos estudantes distinguir mudanças bruscas ocorridas. No início, o Jornalismo era considerado “bico” e não configurado profissionalmente. Mais tarde, já reconhecido como profissão, requer uma exclusividade maior por parte de quem o opera. Nos dias atuais, finalmente chegamos a “Era Freelancer” onde os conteúdos estão em todo lugar, permitindo uma escrita sob qualquer circunstância.

O estudante de Jornalismo Hiago Castro, 18 anos, aprovou a palestra. “Eu achei interessante porque aprendemos a nos ‘virar’ mesmo quando não temos nosso nome associado a uma grande empresa, de forma que nunca falte trabalho”. Alexandre deixou claro que no Jornalismo Freelancer você é seu chefe.

 

Apesar de breve oficina de edição de vídeo agrada

Por João Victor Câmara

A oficina de edição de vídeo, que fez parte da programação da Semana de Comunicação (Secom) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e foi ministrada por Thiago Caldeiras e Fábio Seletti teve hoje o seu segundo e último dia. Os alunos puderam trazer fotos e vídeos de casa para serem editados com os conhecimentos adquiridos durante a oficina.

Os ministrantes Thiago Caldeiras e Fábio Seletti buscaram com essa oficina passar uma noção aos alunos sobre o programa Adobe Premiere, mostrando algumas funções básicas para que o aluno, como foi dito por Thiago Caldeiras: “possa perder o medo do programa que não é um bicho de sete cabeças como se diz por aí”.

Avaliação da oficina por ministrantes e alunos

Fábio Seletti avaliou o resultado da oficina como positivo, pois para ele, os estudantes que estavam presentes, até pelos vídeos produzidos entenderam o que ele e o Thiago Caldeiras tinham se proposto, passar aos alunos uma noção básica do programa. A aluna Daniella Andrade, do primeiro período de Comunicação Social da UFOP contou que gostou da oficina pois, segundo ela, nos dias de hoje edição de vídeo é um requisito fundamental para quem quer ser jornalista.

Reportagem Freelancer

Por Viviane Ferreira

“Redação Sozinha: cada pessoa pode ser uma”. Foi com essa frase que o jornalista Alexandre Rodrigues definou um novo tipo de profissional no jornalismo, o repórter freelancer. Mostrando que na era freelancer o jornalismo tradicional deu espaço para um jornalismo diferente, onde o repórter pode ser uma redação sozinha, o seu próprio chefe.

Existe um grande mercado para isso como revistas, sites de projetos e livros; basta a pessoa ter boas ideias, disciplina, respeitar os prazos e saber usar ferramentas como twitter e blogs. A internet é a chave para isso, pois o conteúdo está em todo lugar, blogueiros, twiteiros e mesmo perfis no Facebook concorrem com o jornalismo tradicional sendo esse transformado para uma nova concorrência: a online.

Rodrigues, cansado da rotina e do estresses das grandes redações, diz ter encontrado assim uma forma de jornalismo diferente e agradável. Trabalha com contéudo por encomenda, com isso afrma ter melhor produtividade e com prazer.

 

Mas ele faz um alerta: sempre haverá adversidades, como a dificuldade para ter acesso a lugares, pela falta de vínculo com algum veículo de comunicação, a solidão ao se trabalhar e a forte concorrência. Questionado sobre o futuro do jornalismo declarou: “Esse não irá morrer, vai continuar sempre mudando.”

Criações Audiovisuais

Por Rosana Maria

Estudantes de jornalismo aprendem a técnicas de audiovisual em oficina de Edição de Vídeo

Enquanto chovia pela colinas de Mariana, estudantes de Jornalismo aprendiam um pouco das técnicas de edição de vídeo no laboratório iMac, no ICSA.

A oficina que começou ontem e teve sequência hoje, foi ministrada por Thiago Caldera, Técnico de Audiovisual e Fábio Seletti, estudante do sétimo período de Jornalismo, ambos da UFOP.

A oficina de “Edição de Vídeo” inicialmente ocorreria nos três dias da Secom, porém os oficineiros decidiram ministrá-la em apenas dois dias. Segundo Fábio, a mudança foi para não cansar os alunos. “Eu e o Thiago discutimos e vimos que seis horas seriam suficientes para apresentar todo o conteúdo programado, sem necessitar de um terceiro dia”.

O conteúdo ensinado na oficina foi uma introdução aos temas básicos do “Adobe Premiere”, um  importante editor de vídeo, muito utilizado para criações audiovisuais.

Alguns estudantes que participaram da oficina nunca haviam tido contato com o Premiere, já outros conheciam o editor, como foi o caso de Pablo Gomes, 20 anos, estudante do segundo período de Jornalismo. Em função de já conhecer o “Premiere” há algum tempo, a oficina não atingiu as expectativas do estudante. “Eu não sabia como iria ser a oficina, eu esperava mais, pois o que foi ensinado eu sabia, já havia usado o programa. Mas a oficina foi legal. O único problema foi que dois computadores que  não funcionaram, mas aí o problema já é da UFOP e não dos oficineiros.

Ao ser questionado sobre a experiência de ministrar uma oficina, Fábio declarou: “ Foi interessante, uma coisa nova. Nunca havia ministrado uma oficina antes”. E sobre a possibilidade de repetir a oficina na próxima Secom: “Acho que não, provavelmente terei formado”.

Reportagem Transmídia: multimeios e alunos integrados na oficina

Por Bruna Fontes

Além da integração dos recursos transmídias, houve também grande interação entre alunos e a palestrante durante a oficina.

Em busca do conceito de Jornalismo de imersão, onde o assunto possa ser explorado  e o internauta tenha autonomia para que possa atingir a notícia em camadas, a oficina de Jornalismo Transmídia, ministrada por Tatiana Carvalho, na manhã e tarde do dia 26 de outubro, veio agregar recursos multimídias e crosmídia (áudio, vídeo, foto e texto) às pautas comuns da cidade de Mariana.

 A oficina, que iniciou-se com uma hora e meia de atraso devido ao trânsito enfrentado por Tatiana, apresentou, em sua primeira parte, breves definições e exemplos de multimídia e crosmídia, apresentação dos alunos e, em seguida, houve a reunião de pauta para definir qual assunto seria tratado pelos meios transmídias.

Houve a divisão do grupo por categorias e funções que seriam exercidas por cada um dos integrantes e ficou decidido que seriam feitas duas matérias, a primeira sobre a Capela da Prainha e a segunda sobre a Igreja São Pedro. O objetivo era expor a diferença no que diz respeito às visitações turísticas.

 Na segunda parte da oficina, os grupos foram aos locais escolhidos coletarem os dados necessários. A apuração aconteceu no laboratório, onde houve o envolvimento de todos os integrantes, cada um atuando em sua área pré-definida.

 Gabriel Machado, 24, afirma que a oficina “foi bem trabalhosa, mas o resultado foi muito bom”. A função designada a ele foi a de construção do blog e de edições de imagens tiradas durante a realização da oficina.